Opinião: Tovar e o desgaste político entre Romero e Bruno

A falta de prioridade na continuidade de obras deixadas por Romero Rodrigues tem gerado insatisfação e distanciamento entre ele e o atual prefeito, Bruno Cunha Lima, aponta o parlamentar

O afastamento entre o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, e o atual gestor, Bruno Cunha Lima, tem sido tema de discussão política nos últimos dias.
O deputado estadual Tovar Correia Lima, aliado próximo de Romero, abordou o assunto nesta sexta-feira (14), destacando a insatisfação do ex-prefeito com a falta de prioridade dada às obras “quase prontas” deixadas por ele.

Segundo Tovar, a relação entre os dois está abalada devido à negligência de Bruno em dar continuidade a obras importantes que estavam próximas da conclusão. Mas é claro que os interesses políticos e de projeto visando as eleições de 2024 e 2026 também influenciam.

O deputado mencionou especificamente o Hospital da Criança, uma obra praticamente finalizada por Romero, e o parque linear Dinamérica, que teve participação ativa de Tovar em sua execução.

Ao assumir a prefeitura, Bruno não deu seguimento a essas obras, o que causou um grande descontentamento e prejudicou a relação política entre eles.

Tovar ressaltou que tem conversado frequentemente com Romero, que tem expressado suas insatisfações. É evidente que a falta de continuidade nessas obras tem gerado um desgaste significativo.

O deputado acredita que ainda há espaço para entendimento e reconciliação entre os políticos. A barreira criada a partir da falta de conclusão dessas obras é prejudicial e pode levar a um desgaste maior ao longo do tempo. Pequenos problemas acumulados podem culminar em uma relação insustentável. E podem servir de pano de fundo para também insatisfações políticas.

Romero tem demonstrado descontentamento com esses detalhes que, apesar de parecerem insignificantes, são capazes de minar qualquer relacionamento político.

Ainda existe uma possibilidade de reparação nessa relação, mas é necessário um esforço mútuo para superar os desentendimentos.

O “cristal” que representa essa relação política está fragilizado e em um ponto de ruptura. Uma vez quebrado, será difícil reparar os danos e restaurar a confiança, alerta Tovar.

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