quinta-feira, março 5, 2026
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Vereadores de Campina Grande protocolam CPI da Saúde para investigar irregularidades em repasses milionários ao Hospital HELP

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Requerimento assinado por 11 dos 23 vereadores alega retenção e desvio de recursos públicos destinados à entidade filantrópica

Da Redação

Vereadores da Câmara Municipal de Campina Grande protocolaram, nesta quarta-feira (22), o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades nos repasses milionários destinados à saúde na cidade. O documento, assinado por 11 dos 23 vereadores, foca em possíveis desvios de emendas parlamentares direcionadas ao Hospital de Ensino e Laboratórios de Pesquisa (HELP), entidade filantrópica que atende o SUS em serviços de alta complexidade.

“O presente requerimento fundamenta-se em indícios de irregularidades na gestão de recursos públicos federais repassados ao Município de Campina Grande, que teriam sido retidos ou utilizados em desacordo com a finalidade original das emendas parlamentares destinadas ao Hospital HELP, entidade filantrópica reconhecida por sua atuação em serviços de alta complexidade e atendimento ao Sistema Único de Saúde – SUS”, argumenta o texto do requerimento.

A iniciativa surge em meio a denúncias recorrentes de atrasos em pagamentos a servidores da saúde, dívidas com fornecedores e supostos repasses irregulares à Fundação Pedro Américo, mantenedora do HELP. Em 2025, a Justiça determinou que a prefeitura repasse mais de R$ 17 milhões ao hospital, incluindo R$ 6,9 milhões de contratos pendentes e R$ 10,2 milhões de emendas impositivas.

A gestão do prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) alega que os pagamentos dependem de prestação de contas, mas o HELP rebate, afirmando que o Fundo Municipal de Saúde reteve R$ 33 milhões em recursos carimbados.

A CPI, se instalada, terá 120 dias para investigar fraudes fiscais, atrasos salariais (que chegam a cinco meses em 2025) e o uso de verbas de 2025 antecipadamente, como admitido pelo secretário de Finanças, Felipe Gadelha. Vereadores oposicionistas, como Aninha Cardoso (Republicanos), chamam a postura da prefeitura de “molecagem” e cobram urgência na apuração.

A Câmara deve votar o requerimento na próxima sessão, com a oposição apostando na CPI para desgastar a gestão de Bruno.