Senador do MDB reforça convite ao prefeito de João Pessoa, sinalizando aliança para 2026 em meio a racha na base de Azevêdo
Da Redação
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) alfinetou a base aliada do governador João Azevêdo (PSB) e abriu portas para o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), integrar a oposição, afirmando que ele “será bem-vindo”. A declaração foi feita em resposta ao racha na base governista e à exclusão de Cícero da chapa majoritária articulada por Azevêdo, que favorece o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) como candidato ao governo.
Veneziano criticou a condução da base aliada, apontando a “falta de diálogo” e a imposição de Lucas como candidato, conforme sinalizado por Azevêdo, quando o governador sugeriu que Cícero buscasse outro espaço na chapa majoritária, como vice ou senador. “Cícero é um quadro valioso, com história e força eleitoral. Se a base não o valoriza, a oposição sabe o que fazer. Ele será bem-vindo,” disse Veneziano, destacando a liderança de Cícero nas pesquisas, com 33,83% das intenções de voto no estado (DataRanking/Fonte83, 12 de agosto).
O senador também ironizou a tentativa de Azevêdo de apaziguar tensões na reunião da Granja Santana em 6 de agosto, afirmando que “reuniões não resolvem quando há exclusão”. A movimentação de Cícero, que priorizou o evento Habeas Pinho com Cássio Cunha Lima (PSD) em 8 de agosto em vez do Orçamento Democrático Estadual, reforça especulações de sua aproximação com a oposição, que inclui Veneziano, Pedro Cunha Lima (PSD, 15,09%), e Efraim Filho (União Brasil, 16,06%) (DataRanking).
Cícero, que negou rompimento com Azevêdo, mas alfinetou o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) por críticas ao seu acordo com Adriano Galdino (Republicanos), sinalizou abertura a novos caminhos, citando o “dinamismo da política”. Veneziano, presente no evento em Campina Grande, destacou a “afinidade histórica” com Cícero.
O racha na base governista, composta por PSB, PP e Republicanos, intensificou-se após Azevêdo descartar Cícero como cabeça de chapa e indicar uma formação com Lucas Ribeiro ao governo, Deusdete Queiroga (PSB) como vice, e Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado.
Adriano Galdino, com 7,09% nas pesquisas e apoio do PT Nacional e Ricardo Coutinho, também foi preterido e reagiu, afirmando “não aceita enquadramento político”. Lucas, com 8,95%, enfrenta resistência interna, apesar do apoio do tio Aguinaldo e da mãe senadora Daniella Ribeiro (PP), que foi desmentida por Ciro Nogueira (PP) sobre um palanque garantido para Lula na Paraíba.
Veneziano busca consolidar a oposição com Pedro, Efraim e Marcelo Queiroga (PL). Ele reforçou que o MDB está aberto a alianças com Cícero, mas alertou que a decisão final será tomada em 2026, com base em pesquisas e consensos. A oposição capitaliza o desgaste da base governista, enquanto Cícero, pressionado a buscar outro partido como PSDB ou PSD, mantém silêncio sobre a proposta de Veneziano, mas sua presença em eventos oposicionistas sugere uma possível reorientação política.


