Deputado do Podemos cobra diálogo para aliança sólida em 2026 e afirma que “pesquisa só é boa quando é paga”
Da Redação
O deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) afirmou, nesta sexta-feira (14), que a oposição na Paraíba está “cheia de vaidades” e que isso tem dificultado a formação de uma aliança sólida para as eleições de 2026. Em entrevista ao programa Correio Debate da Rádio Correio 98 FM, Romero destacou que a falta de unidade prejudica qualquer chance real de vitória contra a base governista do governador João Azevêdo (PSB). “A oposição precisa superar vaidades e construir um projeto coletivo. Sem diálogo, perdemos o foco e a credibilidade,” declarou o parlamentar, enfatizando a necessidade de consenso entre nomes como Efraim Filho (União Brasil), Pedro Cunha Lima (PSD) e ele próprio.
Romero, cotado para o governo ou Senado, defendeu que pesquisas eleitorais devem guiar a escolha do candidato mais competitivo, mas fez críticas duras aos levantamentos divulgados no estado. “Pesquisa divulgada, não sei se nem é verídica. Estamos numa época que não deveria ter a divulgação de pesquisa. A pesquisa só é boa quando é paga,” afirmou, questionando a imparcialidade de institutos e o impacto da antecipação de números na articulação política. Ele citou exemplos recentes, como a DataTrends de outubro, que mostrou Cícero Lucena (MDB) com 33% e Lucas Ribeiro (PP) com 19%, como “manipulados” para favorecer certos grupos.
A declaração de Romero ocorre em um momento de intensas negociações na oposição, que busca unificar candidaturas após o rompimento de Cícero Lucena com o PP e sua filiação ao MDB em 7 de novembro. Cícero lidera com 29,8% (Real Time Big Data, 25 de setembro), enquanto Lucas, preferido de Azevêdo, tem 12,8% (Anova/PB Agora, 6 de outubro).
Adriano Galdino (Republicanos) critica Lucas por falta de experiência, e o PT cogita candidatura própria com Ricardo Coutinho.
Romero, que apoiou a reeleição de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Senado em 29 de agosto, reforçou que a oposição tem “nomes fortes”, mas precisa de diálogo para evitar fragmentação. “Vaidades pessoais não podem superar o interesse da Paraíba. Vamos construir uma chapa imbatível,” concluiu, sinalizando otimismo para uma aliança ampla.


