quinta-feira, março 5, 2026
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Promotoria exige relatórios de manutenção e inspeção em todos os reservatórios da Cagepa

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MPPB instaurou inquérito para apurar rompimento de reservatório da companhia em Campina Grande

Da Redação

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) determinou, nesta terça-feira (11), a instauração de um inquérito civil público para investigar as causas e responsabilidades pelo rompimento de um reservatório da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), ocorrido no último sábado (8), na rua Oswaldo Cruz, no bairro do Centenário, em Campina Grande.

A medida, coordenada pela promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Social, busca avaliar as condições de todos os reservatórios da companhia na cidade, com prazos de 15 dias para envio de relatórios.

A promotora de Justiça Cláudia de Souza Cavalcanti Bezerra requisitou à Cagepa e ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB) um plano detalhado de manutenções preventivas e corretivas, incluindo informações sobre a última intervenção no reservatório rompido e endereços de todas as estruturas de abastecimento e distribuição de água em Campina Grande.

Além disso, o MPPB exige um relatório completo sobre as circunstâncias do incidente, que liberou cerca de dois milhões de litros de água, causando a morte de uma idosa de 62 anos, ferimentos em duas pessoas, desabamento de três casas e interrupção no abastecimento em 40 bairros da cidade e municípios vizinhos, como Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Areial e Montadas.

A ação foi motivada pela gravidade dos danos, que afetaram interesses difusos e coletivos, como o direito à água potável e à segurança pública. O governo estadual, por meio da Cagepa, informou que instaurou processo interno de apuração e que equipes técnicas estão no local para reparos.

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), visitou a área no sábado e priorizou assistência às vítimas, com aluguel de residências temporárias e apoio psicológico.

O inquérito pode evoluir para ação civil pública se forem identificadas falhas de manutenção ou negligência, com responsabilização por danos morais coletivos e reparação ambiental. A promotora destacou que o MPPB atuará de forma vigilante até a apuração integral dos fatos, garantindo proteção à população afetada.