Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela remuneração bruta de R$ 7.832,83 e efetivo correspondente a apenas 54,4% das vagas previstas em lei
Da Redação
O Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil 2026, divulgado nesta terça-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que a Paraíba possui a segunda menor remuneração média bruta de policiais militares entre as unidades da federação.
O valor médio bruto pago aos PMs paraibanos chega a R$ 7.832,83. Apenas o Piauí apresenta média inferior, de R$ 6.648,84. Já a remuneração líquida média no estado fica em R$ 6.955,99. No cargo de soldado, a média bruta é de R$ 5.180,30, o terceiro menor patamar nacional. A média estadual fica cerca de R$ 2,5 mil abaixo da média nacional, calculada em R$ 10.329,61.
A lista completa de remuneração bruta média por estado é a seguinte: Goiás lidera com R$ 15.687,47, seguida pelo Distrito Federal (R$ 14.427,87), Tocantins (R$ 14.108,50), Mato Grosso (R$ 14.023,53), Ceará (R$ 13.436,55), Roraima (R$ 12.678,32), Amazonas (R$ 12.192,30), Rio de Janeiro (R$ 11.331,25), Minas Gerais (R$ 10.823,41), Santa Catarina (R$ 10.655,59), Rondônia (R$ 10.392,80), Espírito Santo (R$ 10.144,53), Acre (R$ 9.931,64), Alagoas (R$ 9.738,06), Paraná (R$ 9.637,78), Rio Grande do Sul (R$ 9.628,88), Amapá (R$ 9.595,58), Sergipe (R$ 9.406,58), São Paulo (R$ 9.206,57), Pará (R$ 9.151,39), Mato Grosso do Sul (R$ 9.145,13), Bahia (R$ 9.089,71), Rio Grande do Norte (R$ 9.046,42), Pernambuco (R$ 8.675,25), Maranhão (R$ 8.410,46), Paraíba (R$ 7.832,83) e Piauí (R$ 6.648,84).
Em relação ao efetivo, a Polícia Militar da Paraíba contava, em 2025, com 10.309 profissionais na ativa. A legislação estadual prevê 18.935 vagas, o que representa ocupação de 54,4% do quadro.
O levantamento indica ainda uma média de 5 km² de território por policial militar e aproximadamente dois PMs para cada grupo de mil habitantes. Na estrutura hierárquica, dos 10.309 militares em atividade, 4.944 ocupam o posto de sargento.
O somatório de soldados (1.622) e cabos (2.127) fica em 3.749, número inferior ao de sargentos. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública observa que a distribuição concentra mais profissionais em funções de supervisão do que na base operacional.


