quinta-feira, março 5, 2026
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MPF move ação por corrupção em obras da gestão Nabor Wanderley na Prefeitura de Patos

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Prefeito e pai de Hugo Motta é acusado de irregularidades em licitações, enquanto oposição amplia críticas

Da Redação

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública contra o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), por suspeitas de corrupção em obras públicas durante sua gestão. A ação, protocolada na Justiça Federal em Patos, investiga irregularidades em licitações e execução de contratos de obras de pavimentação e drenagem, com indícios de superfaturamento, desvios de recursos e favorecimento de empresas ligadas a aliados políticos.

O MPF solicita a suspensão de contratos em andamento, o bloqueio de bens de Nabor e de outros envolvidos, além da devolução de valores aos cofres públicos.

As denúncias apontam que as obras, realizadas entre 2022 e 2024, apresentaram problemas como atrasos, má qualidade na execução e indícios de pagamento por serviços não realizados. Um relatório preliminar do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) identificou sobrepreço em contratos e ausência de fiscalização adequada, o que motivou a investigação do MPF.

Nabor, pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), negou as acusações, afirmando que sua gestão é transparente e que as obras atenderam às necessidades da população de Patos. Ele prometeu apresentar defesa técnica para esclarecer os pontos levantados.

A ação ocorre em um momento de tensão política na Paraíba, com a oposição, liderada por Efraim Filho (União Brasil), Pedro Cunha Lima (PSD), e Marcelo Queiroga (PL), explorando as denúncias para desgastar a base aliada do governador João Azevêdo (PSB). Hugo Motta, também alvo de denúncias por suposta rachadinha e funcionários fantasmas em seu gabinete, enfrenta pressão adicional devido às acusações contra seu pai.

A base governista, já fragmentada pelo racha entre Cícero Lucena (PP), Lucas Ribeiro (PP), e Adriano Galdino (Republicanos), evita comentar o caso, enquanto a oposição intensifica críticas, apontando “herança de irregularidades” na família Wanderley-Motta.