Ex-ministro da Saúde denuncia “perseguição implacável” de Alexandre de Moraes e promete mobilização para 2026
Da Redação
O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado pela Paraíba em 2026, Marcelo Queiroga (PL), criticou na noite desta segunda-feira (4), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais, Queiroga classificou a medida como “inadequada” e acusou Moraes de conduzir uma “perseguição implacável” contra Bolsonaro.
A decisão, publicada no mesmo dia, foi motivada por suposto descumprimento de medidas cautelares, como a proibição de uso de redes sociais, após Bolsonaro aparecer em um ato no domingo (3), via videochamada, criticando o STF.
Queiroga, que esteve presente no ato “Reaja Brasil” na orla de Tambaú, ao lado do deputado estadual Sargento Neto (PL), afirmou que a prisão domiciliar é uma tentativa de “silenciar a voz do povo” e prometeu mobilização para as eleições de 2026. “Essa atrocidade jurídica não será esquecida. O povo dará a resposta nas urnas,” declarou.
A medida do STF, que inclui proibição de visitas (exceto advogados e familiares autorizados) e uso de celular, foi tomada após postagens de aliados como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), consideradas por Moraes como “burla coordenada” às restrições.
A crítica de Queiroga alinha-se à do senador Efraim Filho (União Brasil-PB), que chamou a decisão de “desproporcional” e defendeu o impeachment de Moraes. A tensão é agravada pelas sanções do presidente dos EUA, Donald Trump, contra Moraes e outros ministros do STF, via Lei Magnitsky, e tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, citando suposta perseguição a Bolsonaro.
A defesa do ex-presidente, liderada por Celso Vilardi, anunciou recurso, alegando que a proibição de aparições em redes de terceiros é inconstitucional. Na Paraíba, o movimento bolsonarista planeja novos atos, enquanto Queiroga busca consolidar sua pré-candidatura na oposição, ao lado de Efraim Filho e Pedro Cunha Lima (PSD).


