quinta-feira, março 5, 2026
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Lucas Ribeiro declara estar pronto para o Governo da Paraíba e busca consenso com Cícero Lucena

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Vice-governador reforça apoio de João Azevêdo e apela por unidade na base aliada para 2026

Da Redação

O vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), afirmou que está “pronto” para assumir o Governo do Estado nas eleições de 2026, com o apoio direto do governador João Azevêdo (PSB). Lucas declarou que será o candidato da base aliada, composta por PSB, PP e Republicanos, e expressou otimismo sobre o apoio do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), apesar das disputas internas. “Todos fazemos parte do mesmo grupo. A gente espera estar com ele e com todos. É natural que nomes se apresentem, mas acredito que encontraremos um consenso,” disse.

Lucas, que tem intensificado agendas ao lado de Azevêdo, como a entrega de obras em saúde em Patos, destacou a construção conjunta de sua candidatura. “Com todos os partidos aliados, a gente encontra essa sugestão do governador João Azevêdo. Estou pronto pra isso e, se Deus quiser, vamos suceder o governador e buscar novas conquistas,” afirmou. Sua declaração ocorre após Azevêdo mediar uma reunião na Granja Santana com Cícero e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), tio de Lucas, para apaziguar tensões na base. Aguinaldo, que defende Lucas como o candidato “natural” do PP, criticou o acordo entre Cícero e Adriano Galdino (Republicanos) para apoiar o melhor colocado nas pesquisas, chamando-o de “incongruente” em 28 de julho.

Cícero, que lidera pesquisas mais recentes, reafirmou sua pré-candidatura, mas sinalizou abertura ao diálogo. Em 4 de agosto, no Arapuan Verdade, ele negou qualquer tratativa para abrir mão da disputa e alfinetou Aguinaldo: “Ele falou mais do que em toda sua vida pública.” Contudo, Cícero enfatizou a importância da “vontade do povo” e, após a reunião na Granja Santana, destacou a continuidade do projeto de Azevêdo, sugerindo disposição para um consenso.

Lucas enfrenta desafios para consolidar sua candidatura, incluindo o isolamento político. No entanto, ele descartou disputas internas com Cícero, afirmando que “não há constrangimento” e classificando as movimentações como “saudáveis”. Azevêdo, cotado para o Senado, reiterou em 30 de julho que a escolha será consensual em 2026, sem depender apenas de pesquisas, o que mantém Lucas, Cícero e Galdino como opções viáveis.