Governador assume comando formal da sigla até outubro de 2027, encerrando período de transição com Gervásio Maia
Da Redação
O governador João Azevêdo (PSB) foi oficialmente registrado como presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Paraíba, conforme publicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta semana. A nova direção da legenda foi validada com mandato até outubro de 2027, pondo fim a uma fase de incertezas sobre o comando formal do partido no estado.
Azevêdo já havia sido eleito presidente do PSB durante congresso estadual realizado em abril de 2025, em João Pessoa, com a presença de lideranças nacionais como o presidente nacional Carlos Siqueira e o prefeito de Recife, João Campos. Apesar da eleição, a presidência seguia, na prática, sob responsabilidade do deputado federal Gervásio Maia, conforme apontado até por aliados, devido ao processo de atualização no TSE.
A oficialização reforça a liderança de Azevêdo dentro do PSB paraibano, especialmente em um momento de racha na base aliada para as eleições de 2026. O governador, cotado para disputar o Senado com 31% das intenções de voto (Real Time Big Data, 25 de setembro), indicou o vice-governador Lucas Ribeiro (PP, 12,8%) como preferido para a sucessão, mas enfrenta resistência de Cícero Lucena (MDB, 29,8%), que rompeu com a base, e Adriano Galdino (Republicanos, 5,6%), que condiciona sua candidatura a 20% nas pesquisas até dezembro.
Azevêdo, que assumiu interinamente a presidência em 2024 após a saída de Edvaldo Rosas, agora consolida o controle partidário para alinhar estratégias eleitorais. Gervásio Maia, que atuava como presidente em exercício, celebrou a oficialização e reforçou apoio ao projeto de continuidade do governo. “João Azevêdo é o líder natural do PSB na Paraíba. Com ele no comando, vamos fortalecer nossa base e avançar ainda mais,” afirmou o deputado.
A nova direção inclui nomes como Hervázio Bezerra, Léo Bezerra e outros aliados, mas a divisão interna persiste, com Hervázio declarando apoio a Cícero Lucena em 15 de outubro. A oposição, liderada por Efraim Filho (União Brasil) e Pedro Cunha Lima (PSD), observa o movimento como sinal de reorganização da base governista.


