Sem conseguir articulação política, governador da Paraíba apela pelo diálogo para 2026, enquanto PP e Republicanos disputam protagonismo na chapa majoritária
Da Redação
O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), expressou, nesta quarta-feira (30), durante agenda em João Pessoa, sua preocupação com o racha na base aliada, que se intensificou por declarações do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) expondo publicamente as divisões internas.
Azevêdo lamentou a falta de controle sobre o debate público para a sucessão estadual em 2026, defendendo que a escolha do candidato da base, composta por PSB, PP e Republicanos, será feita por consenso no próximo ano. “É lamentável que divergências sejam jogadas na imprensa. A solução vem pelo diálogo, não por recados,” afirmou.
Aguinaldo, em entrevista nesta terça (29), cobrou a saída do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), e do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), da base aliada, para fortalecer a pré-candidatura de seu sobrinho, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP).
O parlamentar criticou o acordo entre Cícero e Galdino, que decidiram apoiar o melhor colocado nas pesquisas, chamando-o de “extrapartidário” e exigindo lealdade ao PP. “Ou se está com o grupo, ou não está. Política não é brincadeira,” declarou Aguinaldo.
João Azevêdo negou favoritismo por Lucas, destacando a legitimidade de Cícero, que lidera pesquisas, e Galdino, apoiado por Ricardo Coutinho (PT). E enfatizou que a escolha não será baseada apenas em pesquisas, mas na capacidade de manter conquistas como o equilíbrio fiscal e obras como o Ramal do Salgado.
Lucas, apesar do respaldo de Azevêdo, enfrenta isolamento, ausente de reuniões importantes. O risco de fragmentação na base cresce, enquanto a oposição, liderada por Efraim Filho (União Brasil) e Pedro Cunha Lima (PSD), ganha força.


