quinta-feira, março 5, 2026
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João Azevêdo expõe ainda mais racha na base governista ao descartar dissidentes e procurar outro caminho para 2026

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Governador da Paraíba reforça unidade, mas sinaliza que aliados descontentes podem deixar grupo rumo a 2026

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), intensificou a exposição do racha em sua base aliada ao declarar durante agenda oficial, que “o companheiro que não quiser caminhar, por qualquer que seja o motivo, é livre”. A fala veio em resposta às tensões provocadas pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), que, em 28 de julho, criticou o acordo entre o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), para apoiar o melhor colocado nas pesquisas para o Governo do Estado em 2026.

Azevêdo, que busca um nome de consenso para sua sucessão, destacou a liberdade de escolha dos aliados, mas reforçou a necessidade de unidade na base, composta por PSB, PP e Republicanos.

João Azevêdo, que é cotado para disputar o Senado em 2026, afirmou que a base governista, responsável por eleger 157 prefeitos em 2024, tem força para manter o projeto político, mas reconheceu as divergências internas. “Estamos conversando com todos. Quem quiser seguir outro caminho, é uma decisão legítima, mas nosso grupo está unido para 2026,” disse. \

A reunião com deputados da base no Hotel Manaíra, em 30 de julho, incluiu parlamentares afastados como Jane Panta (PP), Júnior Araújo (PSB), Eduardo Brito (PP) e Dra. Paula (PP), ligados a Aguinaldo, sinalizando um esforço para evitar novas dissidências.

Aguinaldo, que defende a pré-candidatura de seu sobrinho, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), classificou o acordo entre Cícero e Galdino como “incongruente” e sugeriu que ambos buscassem outros partidos, gerando atritos.

Cícero, que lidera pesquisas recentes de intenções de voto, respondeu que “a vontade do povo” prevalecerá, enquanto Galdino, apoiado pelo PT e Ricardo Coutinho, reafirmou sua pré-candidatura, mas negou ser obstáculo à base. Mersinho Lucena (PP), filho de Cícero, criticou Aguinaldo por “desrespeito” à trajetória do pai.

As declarações de Azevêdo, ao mesmo tempo conciliadoras e incisivas, evidenciam a dificuldade em controlar as ambições de Cícero, Galdino e dos Ribeiro, enquanto a oposição, liderada por Efraim Filho (União Brasil) e Pedro Cunha Lima (PSD), busca atrair dissidentes.

A possibilidade de múltiplas candidaturas no primeiro turno, defendida por Galdino, e a ausência de Lucas em reuniões cruciais, reforçam o isolamento do vice-governador. Analistas apontam que, sem consenso, a base pode se fragmentar, beneficiando a oposição em 2026.