quinta-feira, março 5, 2026
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João Azevêdo defende unidade e candidatura de consenso para 2026 apesar de racha na base governista

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Governador minimiza tensões e aposta em diálogo para unir PSB, PP e Republicanos na escolha do sucessor

Da Redação

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), reiterou nesta sexta-feira (1) sua confiança na formação de uma candidatura de consenso para as eleições de 2026, mesmo após a divulgação de um racha na base aliada, conforme noticiado pelo NBN Paraíba.

Azevêdo minimizou as divergências expostas pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), que criticou o acordo entre o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), para apoiar o melhor colocado nas pesquisas.

“Não houve cisão nenhuma. Houve comentários, e as pessoas têm direito de fazer comentários. Eu continuo acreditando que é possível manter todos juntos para um projeto forte em 2026,” afirmou Azevêdo.

Adriano Galdino reafirma sua pré-candidatura ao governo, garantindo que não será obstáculo à base, enquanto Lucas Ribeiro (PP), vice-governador, foi destacado como peça-chave na rearticulação.

Durante reunião com deputados, Azevêdo enfatizou a força da aliança, que elegeu 157 prefeitos em 2024, e disse que a escolha do candidato será feita com diálogo, sem depender apenas de pesquisas. “Não é só pesquisa que decide. É a viabilidade eleitoral e o projeto coletivo,” declarou, em resposta às pressões de Cícero, que lidera pesquisas mais recentes.

Aguinaldo, que defende a candidatura de seu sobrinho Lucas, chamou o acordo entre Cícero e Galdino de “incongruente”, intensificando as tensões. Galdino, apoiado por Ricardo Coutinho (PT) e alinhado ao PT Nacional, se posiciona como o mais “petista” dos pré-candidatos, enquanto Cícero, ligado à federação PP/União Brasil, enfrenta resistências por sua postura mais à direita.

Azevêdo, cotado para o Senado, negou chapa fechada e destacou que a decisão será tomada em 2026, com critérios como diálogo e equilíbrio entre os partidos da base (PSB, PP, Republicanos). “Cada um terá que ceder um pouco. A vontade coletiva deve prevalecer,” disse.

Apesar do discurso de união, analistas apontam que a antecipação do debate eleitoral, sem consenso, pode beneficiar a oposição, liderada por Efraim Filho (União Brasil) e Pedro Cunha Lima (PSD). A presença de deputados afastados na reunião sugere esforço de Azevêdo para evitar perdas, mas a falta de definição clara mantém a base vulnerável a divisões.