Vice-líder do governo na Câmara, Rogério Correia (PT-MG), revela compromisso de Motta para evitar votação do projeto
Da Redação
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, afirmou que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu à bancada do PT não colocar em votação o projeto de lei que concede anistia aos réus dos supostos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A declaração, feita em entrevista à imprensa, reforça a posição de Motta contra a pauta da oposição e seu alinhamento ao presidente Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF), priuncipalmendte ao ministro Alexandre de Moraes.
“Hugo Motta prometeu ao PT que não pautará a anistia. Estamos confiantes nisso, pois ele se comprometeu a defender a democracia e não ceder a pressões golpistas,” disse Correia.
Motta, que assumiu a presidência da Câmara em fevereiro de 2025 com apoio do PT e do PL, tem resistido à demanda da oposição, que conta com 264 assinaturas para o regime de urgência do projeto. O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), já havia confirmado, em 3 de setembro, que Motta não pautaria o tema naquela semana, atendendo ao pedido de Lula-Moraes.
A promessa de Motta ao PT ocorre em meio a negociações para evitar crise com o Supremo Tribunal Federal (STF), onde Moraes conduz o julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe. Aliados de Motta argumentam que a anistia ampla agravaria o conflito com o Judiciário, enquanto o PL, liderado por Sóstenes Cavalcante (RJ), insiste na votação, alegando penas excessivas.
Na Paraíba, o episódio repercute no racha da base aliada de João Azevêdo (PSB), com Lucas Ribeiro (PP, 8,95%) como candidato preferido ao governo, enquanto Cícero Lucena (PP, 33,83%), recém-saído da base, e Adriano Galdino (Republicanos, 7,09%) resistem. A oposição, com Efraim Filho (União Brasil, 16,06%) e Pedro Cunha Lima (PSD, 15,09%), usa a anistia para criticar Motta, que enfrenta denúncias de rachadinha em seu gabinete. O compromisso com o PT fortalece a relação de Motta com o governo Lula, mas aumenta a pressão da direita, que o acusa de trair acordos eleitorais.


