Presidente da Câmara é criticado por suposto uso de funcionário fantasma, enquanto oposição amplifica denúncias
Da Redação
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), está sob escrutínio por supostamente empregar um caseiro de fazenda como funcionário fantasma em seu gabinete parlamentar, conforme denúncias veiculadas em redes sociais e reportagem da Folha de S.Paulo. Motta foi “pego com funcionário fantasma” e “o povo brasileiro pagou o salário” desse servidor.
A denúncia se soma a outras críticas sobre a gestão de Motta, que enfrenta pressões por supostos casos de nepotismo e contratação irregular, como a de Gabriela Batista Pagidis, uma fisioterapeuta que recebeu cerca de R$ 807.500 em salários ao longo de oito anos, apesar de trabalhar em clínicas particulares em Brasília.
O caso do caseiro, embora não detalhado com nome ou provas específicas nas fontes disponíveis, é mencionado como parte de um padrão de contratações questionáveis no gabinete de Motta. Além de Pagidis, quatro parentes dela — mãe, irmã, tia e prima — teriam sido empregados, levantando suspeitas de nepotismo.
Após questionamentos da imprensa, Motta demitiu dois dos supostos funcionários fantasmas, mas não se pronunciou publicamente sobre as acusações envolvendo familiares ou o caseiro. As denúncias, amplificadas pela oposição, incluindo deputados como Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB), sugerem que Motta usa cargos para fins pessoais, enquanto aliados, como o líder do PT, Lindbergh Farias, defendem que as acusações são “ataques políticos” para desestabilizar sua presidência.
Na Paraíba, o caso reverbera em meio a tensões políticas, com a base aliada de João Azevêdo (PSB) evitando comentar as denúncias, já que o pai de Motta, Nabor Wanderley deve ser candidato a senador ao lado de Azevêdo. Motta, que nega irregularidades e afirma que seus funcionários cumprem suas funções, enfrenta um momento delicado, com sua gestão questionada e críticas por não pautar a anistia do 8 de janeiro.


