sexta-feira, março 6, 2026
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Hugo Motta defende Alexandre de Moraes após sanções da Lei Magnitsky, mas enfrenta críticas

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Presidente da Câmara pede diálogo e soberania, enquanto oposição aponta contradições por barrar anistia, fechar a Câmara para evitar debate e apoiar Lula

Da Redação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou-se na quarta-feira (30) em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, alvo de sanções do Office of Foreign Assets Control (OFAC) dos Estados Unidos sob a Lei Magnitsky.

Em publicação nas redes sociais, Motta criticou sanções estrangeiras contra membros dos Poderes brasileiros, afirmando que “como país soberano, não podemos apoiar nenhum tipo de sanção por parte de nações estrangeiras dirigida a membros de qualquer Poder constituído da República”. Ele destacou a independência dos Poderes e a necessidade de diálogo em “tempos desafiadores”.

A declaração veio horas após o anúncio das sanções americanas, que acusam Moraes de violações de direitos humanos, como censura e detenções arbitrárias, no âmbito do Inquérito 4781 (fake news). No entanto, a postura de Motta gerou críticas da oposição e nas redes sociais que o acusam de incoerência.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lembrou que Motta barrou a tramitação de projetos de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e manteve 20 pedidos de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sem andamento. “Motta não pautou anistia, fechou a Câmara e apoia o regime de Lula”, afirmou Eduardo.

A oposição também criticou Motta por sua proximidade com Lula e o STF, especialmente após sua eleição como presidente da Câmara em fevereiro de 2025 com apoio da base governista. Parlamentares como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Bia Kicis (PL-DF) apontaram que Motta, ao não pautar a anistia e manter alinhamento com o governo, contribui para o que chamam de “regime autoritário”.

Apesar disso, Motta reafirmou que a Câmara será “espaço de diálogo e equilíbrio” na defesa da institucionalidade brasileira ao mesmo tempo em que proíbe o trabalho de comissões da casa e fecha a Câmara para a oposicão.

A crise, intensificada pela sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros imposta por Donald Trump, reflete tensões entre o governo Lula e setores conservadores, com Motta no centro do debate. Até o momento, o Planalto e o STF não comentaram as críticas da oposição.