Três pessoas foram presas em flagrante por se passarem por funcionários do governo e cadastrarem vítimas de forma falsa no bairro Mandacaru
Da Redação
A Polícia Civil da Paraíba prendeu, nesta quinta-feira (16), três pessoas suspeitas de aplicar golpes em nome do programa social Auxílio Gás, se passando por funcionários do Governo do Estado para realizar cadastros falsos e coletar dados pessoais das vítimas. A ação ocorreu no bairro Mandacaru, em João Pessoa, e foi coordenada pela Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) da Capital, após denúncias de moradores sobre abordagens suspeitas.
O grupo, composto por dois homens e uma mulher, atuava se apresentando como representantes das Secretarias de Desenvolvimento Humano e da Saúde, prometendo cadastros prioritários para o benefício de R$ 106, pago a famílias de baixa renda. Eles cobravam taxas indevidas ou solicitavam dados pessoais para supostos “cadastros rápidos”, visando fraudes em contas bancárias ou identidade.
A prisão em flagrante aconteceu durante uma abordagem no bairro, onde os suspeitos foram flagrados com materiais falsos de identificação e celulares usados para contatar vítimas.
O delegado titular da DDF, João Paulo, destacou que a operação representa um avanço no combate a estelionatos e falsidade ideológica na região metropolitana. “Recebemos denúncias recorrentes sobre esse tipo de golpe, que explora a vulnerabilidade de famílias carentes. A prisão visa desarticular a rede e alertar a população para confirmar programas sociais apenas nos canais oficiais,” afirmou.
Os presos foram levados à Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa, e estão à disposição da Justiça, respondendo por estelionato e falsidade ideológica.
O Auxílio Gás, benefício federal que subsidia a compra de botijão de gás, beneficia mais de 244 mil famílias na Paraíba, com pagamentos mensais de R$ 106. A Polícia Civil reforça que cadastros são feitos exclusivamente pelo Cadastro Único (CadÚnico), sem taxas ou intermediários, e orienta denúncias pelo 181 (Disque-Denúncia). A operação segue com investigações para identificar vítimas e possíveis comparsas.


