sexta-feira, março 6, 2026
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Estados ficam sem imunizantes contra Covid após governo do presidente Lula atrasar compra de vacinas

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Compra emergencial de imunizantes paralisada entre Pfizer e Moderna afeta cronograma de vacinação

Da Redação

O Ministério da Saúde anunciou o adiamento do início da campanha nacional de imunização contra a Covid devido a atrasos na aquisição de doses pelo governo Lula. Prevista inicialmente para este mês, a campanha foi postergada devido a uma compra emergencial de 12,5 milhões de doses, disputada pelas farmacêuticas Pfizer e Moderna, que se encontra paralisada e será retomada pela pasta.

A nova previsão é iniciar a imunização em maio, porém, ainda não há confirmação sobre a conclusão da nova compra e a disponibilidade das doses. A última aquisição de imunizantes ocorreu em 2022, durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro.

Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, explicou que o objetivo é receber as doses aproximadamente 7 dias após a assinatura do contrato, mas o processo de compra enfrentou dificuldades. Ela informou ainda que o ministério não possui mais doses do imunizante bivalente em estoque, embora ainda haja cerca de 1,5 milhão de unidades do imunizante pediátrico.

Com a falta de novas remessas de doses, o município do Rio de Janeiro já alertou a população sobre a escassez de imunizantes para pessoas com mais de 12 anos, assim como o governo do Rio Grande do Sul também confirmou a falta de doses para esse público, impactando a distribuição aos municípios.

O Ministério da Saúde cogitou a compra de imunizantes bivalentes no segundo semestre de 2023, porém o processo foi suspenso por recomendação técnica, aguardando o registro do modelo atualizado do imunizante, adaptado à variante XBB.

Em dezembro, a Anvisa aprovou a atualização do imunizante da Pfizer contra a Covid para essa variante específica, seguida pela aprovação do imunizante da Moderna em março. Ethel destacou que o ministério iniciou a preparação da compra emergencial de imunizantes no início de 2024, com as propostas das empresas entregues em março. Após mais de um mês de disputa, a Saúde decidiu encerrar o processo e abrir outro, reabrindo os lances na quinta-feira (18), onde a empresa com o menor valor ganhará o contrato.