Empresário aponta comissão de 10% a Hugo Motta por emenda parlamentar

(Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados)

Depoimento incluído em sentença de fevereiro revela suspeita em obra financiada com recursos indicados pelo presidente da Câmara

Da Redação

Um depoimento utilizado em uma sentença da Justiça Federal da Paraíba, datada de 27 de fevereiro de 2025, trouxe à tona a informação de que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria recebido uma comissão de 10% para destinar uma emenda parlamentar. A declaração foi feita pelo empresário José Aloysio Machado da Costa Neto, em 2017, e anexada ao processo que condenou três pessoas por desvios de recursos em uma obra de recapeamento asfáltico em Malta, no interior paraibano. A obra foi parcialmente custeada com verba indicada por Motta.

A decisão judicial, assinada pelo juiz Thiago Batista de Ataíde, condenou o ex-prefeito de Malta, Manoel Benedito de Lucena Filho, seu filho e o empresário ligado à empresa Sóconstroi, vencedora da licitação de 2014. Segundo o depoimento de José Aloysio, o percentual de 10% teria sido cobrado por Motta como contrapartida pela liberação da emenda. Este é mais um caso em que obras financiadas por emendas do deputado aparecem sob suspeita, somando-se a investigações anteriores, como a Operação Desumanidade, de 2015, e a Operação Outline, de 2024, ambas sem implicação direta contra o parlamentar até o momento.

Embora Hugo Motta não seja alvo da sentença, o relato reforça questionamentos sobre a destinação de suas emendas, que já somaram R$ 45 milhões entre 2020 e 2022 para Patos, cidade administrada por seu pai, Nabor Wanderley. A assessoria do deputado não se pronunciou sobre as alegações até o fechamento desta matéria.

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