quinta-feira, março 5, 2026
HomePolíticaEleições 2026Efraim Morais prevê união de Efraim Filho, Pedro Cunha Lima e Romero...

Efraim Morais prevê união de Efraim Filho, Pedro Cunha Lima e Romero Rodrigues nas Eleições de 2026

Date:

Ex-senador aposta em aliança oposicionista para 2026, mas tensões internas marcam articulação

O ex-senador Efraim Morais (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (29), que prevê uma união entre seu filho, o senador Efraim Filho (União Brasil), o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD) e o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) para formar uma chapa oposicionista competitiva nas eleições de 2026 na Paraíba.

Morais destacou a experiência dos três líderes e sua capacidade de articular um projeto alternativo ao governo de João Azevêdo (PSB), mas reconheceu que a definição depende de diálogo e consenso. “São nomes fortes. Juntos, podem construir algo grande para a Paraíba,” disse.

A declaração ocorre em meio a atritos no campo oposicionista. Efraim Filho, que recebeu apoio do PL de Michelle Bolsonaro no dia 25, foi lançado como pré-candidato ao governo, mas sua aproximação com o bolsonarismo gerou desconforto em Pedro Cunha Lima, que rejeitou a proposta de ser vice em sua chapa.

Efraim Moraes disse ainda que o movimento de aproximação com o partido de Jair Bolsonaro, foi assertivo e fundamental para vencer as eleições do próximo ano.

Pedro, em entrevista, reafirmou sua pré-candidatura ao governo, descartando a posição de vice: “Não existe candidatura a vice. Meu foco é disputar o governo.” Romero Rodrigues, por sua vez, cobrou maior diálogo após o anúncio do PL, sinalizando insatisfação com a condução do processo.

Morais, que já articulou alianças entre Efraim Filho e Pedro em 2022, quando foram candidato ao Senado e ao governo, respectivamente, acredita que as diferenças podem ser superadas. No entanto, a federação União Brasil-PP, liderada por Efraim Filho, enfrenta resistências internas, já que o PP, de Aguinaldo Ribeiro, mantém apoio a Azevêdo.

A oposição, que inclui MDB e PSD, busca unidade, mas a possibilidade de múltiplas candidaturas no primeiro turno, como admitido por Pedro, pode fragmentar o bloco.