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Efraim Filho garante candidatura irreversível ao Governo da Paraíba em 2026

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Senador do União Brasil reafirma pré-candidatura, com ou sem comando da federação com PP, e busca consolidar oposição

Da Redação

O senador Efraim Filho (União Brasil) declarou nesta quarta-feira (27) que sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba em 2026 é “irreversível”, independentemente de liderar ou não a federação União Progressista, formada entre União Brasil e Progressistas (PP). “Estou na disputa para governar a Paraíba, com ou sem o comando da federação. Minha decisão é firme, e o projeto é maior que disputas internas,” afirmou Efraim, que tem 16,06% das intenções de voto, segundo pesquisa DataRanking/Fonte83 de 12 de agosto.

A fala responde às tensões com o grupo do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), que disputa o controle da federação na Paraíba, oficializada em 19 de agosto.

Efraim destacou que a federação, com 109 deputados e 15 senadores, seguirá como oposição ao governo Lula (PT), alinhando-se a nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL), conforme reforçado em reunião com Michelle e Marcelo Queiroga (PL) em 14 de agosto.

Ele descartou apoio ao vice-governador Lucas Ribeiro (PP, 8,95%), sobrinho de Aguinaldo, devido ao alinhamento de Lucas com Lula, e criticou a base governista de João Azevêdo (PSB) por “divergências e ofensas públicas”. A federação definirá seu comando estadual apenas em 2026, o que dá tempo para articulações, mas Efraim aposta em sua posição como líder do União Brasil no Senado para assegurar influência.

A oposição, que inclui Pedro Cunha Lima (PSD, 15,09%) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), vê Efraim como um articulador-chave, especialmente após Cássio Cunha Lima (PSD) admitir, em 19 de agosto, um possível retorno ao Senado caso Pedro dispute o governo. O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), afirmou em 18 de agosto que Cícero Lucena (PP, 33,83%) seria bem-vindo, mas a oposição não o espera, priorizando Pedro e Efraim.

Cícero, descartado por Azevêdo como cabeça de chapa, mantém diálogo com a oposição, enquanto Adriano Galdino (Republicanos, 7,09%) enfrenta resistência na base e busca apoio do PT, que cogita candidatura própria com Ricardo Coutinho.

Efraim intensificou sua agenda no Sertão paraibano e planeja unificar a oposição até outubro de 2025, propondo que pesquisas definam o candidato mais competitivo. Sua candidatura ganhou força com o apoio do PL, consolidado em 25 de julho, quando rompeu com Lula, entregando cargos federais. O cenário fragmentado da base governista, agravado por polêmicas como a promulgação da LDO 2026 pela ALPB e denúncias contra Hugo Motta (Republicanos), fortalece a posição de Efraim na corrida eleitoral.