Deputado licenciado critica presidente da Câmara por mudança de posição sobre anistia aos condenados do 8 de janeiro
Da Redação
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou, nesta sexta-feira (4), que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), teria sofrido pressão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para não pautar o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em entrevista à rádio Auriverde, Eduardo sugeriu que a postura de Motta mudou após um encontro com Moraes, comparando o discurso do parlamentar paraibano ao de um “esquerdista do PSOL”.
Segundo Eduardo, antes do suposto jantar com o ministro, Motta demonstrava apoio à proposta de anistia, mas passou a adotar uma posição contrária, alinhada a argumentos frequentemente associados ao PT e ao PSOL, como a defesa da democracia e a rejeição à medida. “Ele tem falado basicamente igual a um esquerdista do PSOL, dizendo que é contra a anistia e aquelas questões que ouvimos de Lula e seus aliados”, afirmou o deputado, insinuando que a mudança seria resultado de ameaças. Ele acrescentou que Motta deve negar publicamente qualquer pressão, mas que o fato é evidente para quem acompanha o tema.
O projeto de anistia, prioridade para o PL, conta com 163 assinaturas individuais de deputados, conforme relatado por Eduardo, após Motta pedir aos líderes partidários que não apoiassem o requerimento de urgência. A declaração intensifica o embate entre a oposição bolsonarista e o presidente da Câmara, eleito em fevereiro de 2025 com apoio de uma ampla coalizão, mas agora alvo de críticas por sua proximidade com o governo Lula e o STF.
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