Atos no Parque da Lagoa e na orla da capital paraibana refletem polarização política com pautas opostas
Da Redação
Movimentos de esquerda e direita estão organizando manifestações em João Pessoa para o feriado da Independência, 7 de setembro, em um cenário de forte polarização política na Paraíba e no Brasil. Os atos, marcados para diferentes pontos da capital, refletem pautas opostas: a esquerda defende soberania nacional e democracia, enquanto a direita foca na liberdade de expressão, anistia aos presos do 8 de janeiro e apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ato da esquerda, liderado por movimentos como o Grito dos Excluídos, terá concentração às 8h no Parque da Lagoa, no Centro, sob o lema “Cuidar da Casa Comum e da Democracia”. Organizado por entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Frente Brasil Popular, o evento conta com apoio do PT. A manifestação critica as tarifas impostas pelos EUA e defende a soberania brasileira, além de se posicionar contra a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 2023.
A presidente estadual do PT, Cida Ramos, destacou que o ato busca “dialogar com a sociedade sobre os desafios nacionais”.
No período da tarde, a direita se reunirá no Largo de Tambaú, na orla, a partir das 14h, com pautas como “liberdade sem censura” e apoio a Bolsonaro, que enfrenta julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O vereador Carlão Pelo Bem (PL), vice-presidente do partido em João Pessoa, enfatizou a defesa do Estado Democrático de Direito e a “pacificação do país”.
O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) convocou o ato pelas redes sociais e disse que a população vai “tomar conta das capitais”. Segundo ele, “uma onda verde-amarela vai mostrar que o povo está mobilizado em defesa do Brasil”.
O movimento, alinhado a líderes como o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), também cobra o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e a anistia aos presos do 8 de janeiro.
A mobilização ganhou força após a operação da PF contra Malafaia, vista por apoiadores como perseguição política.
A Polícia Militar da Paraíba monitorará os eventos para evitar confrontos, e a expectativa é de grande adesão em ambos os lados.


