Empresário campinense Diogo Cunha Lima aceita convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa de Cícero Lucena, fortalecendo a oposição com experiência do setor privado e marcando mais um passo decisivo na fragmentação da base governista de João Azevêdo

O empresário Diogo Cunha Lima foi oficialmente anunciado, nesta segunda-feira (27), como pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por Cícero Lucena (MDB). O evento, realizado em Campina Grande, reuniu lideranças políticas e consolidou um dos movimentos mais importantes na articulação oposicionista para as eleições de 2026 na Paraíba.
Com discurso focado em gestão moderna, eficiência e experiência do setor privado, Diogo chega ao cenário político paraibano como uma aposta estratégica para atrair eleitores que buscam renovação e resultados concretos.
Durante a entrevista, Diogo foi direto ao explicar sua motivação: “Muito além de fazer uma aliança política, eu estou aqui para fazer uma aliança de trabalho. Eu quero trazer minha experiência de vida, minha visão de mundo e todo o meu conhecimento para esse projeto”.
Ele ainda destacou o “tempo certo” para entrar na vida pública, após anos de vivência no setor privado, e minimizou críticas sobre sua ligação com Campina Grande, afirmando ter residência tanto na Rainha da Paraíba quanto em João Pessoa.
A escolha de Diogo Cunha Lima como vice de Cícero representa um acerto político importante. Além de carregar o peso da família Cunha Lima — uma das mais influentes de Campina Grande —, o empresário traz um perfil técnico e empreendedor que complementa a experiência administrativa de Cícero. A mensagem é clara: a oposição quer apresentar uma alternativa moderna, eficiente e distante das velhas práticas da política tradicional.
Esse movimento chega em um momento delicado para a base governista de João Azevêdo (PSB). A chapa Cícero-Diogo surge como uma das mais competitivas do cenário atual, especialmente com o apoio de figuras como Pedro Cunha Lima e Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
Para a Paraíba, o ingresso de Diogo Cunha Lima na corrida eleitoral representa a chance de debater pautas concretas como eficiência administrativa, geração de empregos formais e redução da dependência do Bolsa Família — temas que Cícero já vinha defendendo. Resta saber se a base de Azevêdo conseguirá reagrupar forças ou se o racha, agora ainda mais evidente, entregará a sucessão estadual nas mãos da oposição.


