quinta-feira, março 5, 2026
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Cícero Lucena responde a Aguinaldo Ribeiro e afirma que vontade do povo definirá 2026

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Prefeito de João Pessoa rechaça críticas, defende diálogo e mantém pré-candidatura ao governo

Da Redação

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), reagiu nesta sexta-feira (1), às críticas do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) sobre sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba em 2026, afirmando que “o que importa é a vontade do povo”.

Cícero disse ter ficado surpreso com o tom de Aguinaldo, que classificou seu acordo com Adriano Galdino (Republicanos) como “incongruente” e sugeriu que ele buscasse outro partido. “Muito tranquilo. Mersinho já respondeu. Estranhamos o tom, pois sempre conversamos com alto nível. O que importa é a vontade do povo,” declarou Cícero.

Aguinaldo, presidente estadual do Progressistas, cobrou lealdade à base aliada do governador João Azevêdo (PSB) e defendeu a candidatura de seu sobrinho, Lucas Ribeiro, afirmando que Cícero, se insistir na disputa, terá que deixar o PP. “Ou você está no grupo, ou não está,” disse Aguinaldo no dia 29, criticando articulações “extrapartidárias”. O deputado estadual Hervázio Bezerra (PSB) reforçou que a fala de Aguinaldo foi “incisiva” e colocou “as cartas na mesa”.

Cícero, que lidera as mais recentes pesquisas, negou desgaste com Azevêdo e defendeu a continuidade do projeto estadual, mas condicionou sua permanência no PP ao respeito político. “Não sendo respeitado, tomarei medidas,” afirmou, sem descartar convites de outros partidos, como o PSDB.

Mersinho Lucena (PP), seu filho, expressou surpresa com as declarações de Aguinaldo, destacando a relação de respeito mútuo e a necessidade de escolher o nome mais competitivo. Adriano Galdino, que tem apoio do PT e de Ricardo Coutinho, alertou que a fala de Aguinaldo terá “consequências” na base, pedindo cautela a Cícero.

Azevêdo lamentou as tensões e pregou unidade, afirmando que a escolha do candidato será consensual em 2026, sem depender apenas de pesquisas. O embate evidencia divisões na base (PSB, PP, Republicanos), enquanto Cícero mantém o diálogo com líderes como Hugo Motta (Republicanos) para fortalecer sua pré-candidatura.