Prefeito de João Pessoa mantém portas abertas para diálogo com Pedro Cunha Lima, mas reforça compromisso com base aliada
Da Redação
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), afirmou nesta segunda-feira (4), que não descarta refazer uma aliança com a família Cunha Lima, especificamente com o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD), para as eleições ao Governo da Paraíba em 2026. Citando o “dinamismo da política”, Cícero destacou que “na política, as portas nunca estão fechadas para o diálogo”, mas reiterou seu compromisso com a base aliada do governador João Azevêdo (PSB), composta por PSB, PP, Republicanos e PSD.
A declaração responde às especulações sobre uma aproximação com a oposição, após convite do presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, para que Cícero retornasse à sigla.
Cícero negou conversas diretas com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como apontado por boatos. Pedro Cunha Lima também negou articulações com Cícero, reforçando sua pré-candidatura pelo PSD e a autonomia na condução do partido na Paraíba. “Especulação. Kassab manifestou confiança na nossa liderança,” disse Pedro em 1º de agosto.
A possibilidade de uma aliança com os Cunha Lima, que inclui o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSD), remete à trajetória de Cícero, que foi vice-governador na chapa de Ronaldo Cunha Lima em 1990 e senador pelo PSDB em 2007. No entanto, Cícero enfrenta resistências na base aliada, especialmente do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), que defende a pré-candidatura de seu sobrinho, Lucas Ribeiro (PP).
As tensões cresceram após Cícero e Adriano Galdino (Republicanos) firmarem um acordo para apoiar o melhor colocado nas pesquisas, o que levou Aguinaldo a sugerir a saída de ambos da base.
Cícero destacou que qualquer decisão será tomada em 2026, respeitando a vontade popular e o diálogo com Azevêdo, com quem mantém parcerias, como obras de mobilidade urbana em João Pessoa. “O dinamismo da política permite conversas, mas meu foco é a gestão e a unidade da base,” afirmou. A oposição, liderada por Pedro, Efraim Filho (União Brasil) e Romero Rodrigues (Podemos), busca atrair dissidentes, mas a força de Cícero nas pesquisas e sua influência no PP dificultam mudanças partidárias no momento.


