Prefeito transforma compromissos da COP em ações concretas, posicionando a capital paraibana como modelo de resiliência climática

Em um mundo onde as mudanças climáticas não respeitam fronteiras, cidades como João Pessoa emergem como protagonistas da agenda global. O prefeito Cícero Lucena, com sua participação ativa nas Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COPs), tem elevado a capital paraibana a um patamar de referência em sustentabilidade urbana. De Glasgow a Belém, passando pelo Egito e Dubai, Lucena não se limitou a discursos: levou as realidades locais para o debate internacional, firmou parcerias estratégicas e converteu compromissos globais em políticas locais que impactam diretamente a vida dos pessoenses. Essa trajetória, que culminou na COP30 em novembro de 2025, demonstra como o poder municipal pode ser um catalisador de transformação — e um trunfo político para 2026.
Da COP26 a COP30
A saga de Cícero nas COPs começou em 2021, na COP26, em Glasgow, Escócia. Ali, o prefeito participou de um painel sobre políticas ambientais urbanas, apresentando as iniciativas de João Pessoa para redução de emissões e adaptação climática. Foi o pontapé para uma série de compromissos que colocaram a cidade no radar global.
Em 2022, na COP27, no Egito, Lucena aprofundou parcerias com entidades internacionais, focando em justiça climática e preservação de ecossistemas costeiros — essenciais para uma capital banhada pelo Atlântico.
A COP28, em Dubai, em 2023, marcou um avanço na arborização urbana: Lucena destacou o plantio de mais de 50 mil árvores em avenidas e praças, uma resposta direta às discussões sobre cidades verdes e mitigação de ilhas de calor.
O ápice veio na COP29, em Baku, no Azerbaijão, onde ele reforçou a integração de tecnologias sustentáveis, como a iluminação LED pública que economizou 40% de energia em João Pessoa.
E, na COP30, em Belém, Lucena e o secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, representaram a capital paraibana na Green Zone, apresentando soluções urbanas inovadoras. No painel sobre “Boas Práticas de Mitigação e Adaptação Climática”, eles compartilharam a Carta das Capitais Brasileiras para a COP30, reafirmando o papel dos governos locais no Acordo de Paris.
“João Pessoa é uma cidade inovadora, sustentável e comprometida com o futuro”, declarou Lucena, enfatizando a governança local e a cooperação entre municípios.
Essas participações não foram meros eventos protocolares. Elas geraram parcerias concretas: acordos com o ONU-Habitat para monitoramento de emissões, financiamentos do Banco Mundial para projetos de resiliência costeira e trocas de experiências com capitais como Recife, cuja vice-prefeita elogiou as políticas de arborização de João Pessoa como “inspiradoras”.
O que diferencia a abordagem de Lucena é a capacidade de traduzir o global em local. Na COP26, o compromisso com a redução de emissões inspirou o Plano Municipal de Mudanças Climáticas, que cortou 25% das emissões de gases de efeito estufa na mobilidade urbana até 2024, graças à expansão de ciclovias e ônibus elétricos.
A COP27 impulsionou a preservação ambiental: o antigo lixão do Roger foi convertido em um parque socioambiental, beneficiando 100 mil moradores com áreas verdes e reciclagem seletiva.
Em Dubai, na COP28, a ênfase em arborização urbana se materializou no Programa Verde na Cidade, que plantou 60 mil árvores e recuperou 15 hectares de manguezais, reduzindo inundações em bairros como Tambaú — ironicamente, o mesmo local de um homicídio recente que expôs a violência na orla.
Já na COP30, as discussões sobre gênero e justiça climática, com participação do Governo da Paraíba, pavimentaram ações como o empoderamento de mulheres em projetos de reflorestamento, alinhando sustentabilidade a equidade social.
Essas iniciativas não só mitigam riscos climáticos — como enchentes que afetam 20% da cidade —, mas impulsionam a economia verde: o turismo sustentável cresceu 15% em 2025, com hotéis eco-friendly e roteiros de observação de aves na Mata Atlântica preservada. João Pessoa, com sua orla icônica, agora é citada em relatórios da ONU como exemplo de cidade resiliente.
Nem tudo é perfeito. A escalada da violência na metropolitana, como o assassinato na Praia de Tambaú em 3 de outubro, ameaça o turismo e exige que a sustentabilidade vá além do ambiental, incorporando segurança social. Facções como a Okaida, que avançam no Nordeste, demandam vigilância para evitar infiltração política — um risco real em um estado onde o racha governista entre Azevêdo, Lucena e Galdino pode criar brechas.
Lucena, ao negar chapas fechadas em 29 de setembro, mantém o foco em propostas concretas, como a expansão de parques em avenidas, inspirada na COPs.
Para 2026, essa agenda climática é um ativo inestimável. Líder nas pesquisas para o governo da Paraíba, Lucena se posiciona como o prefeito visionário que transforma promessas globais em realidade local.
Em um Brasil polarizado, onde Lula enfrenta 55% de desaprovação (CNT/MDA, fevereiro/2025), líderes como ele mostram que sustentabilidade não é utopia — é ação. João Pessoa, sob Lucena, prova que cidades podem liderar a transição ecológica, inspirando não só o Nordeste, mas o mundo.



