Adriano Galdino e Cícero Lucena enfrentam exclusão da majoritária e são instados a buscar novos caminhos políticos
Da Redação
A chapa governista para as eleições de 2026 na Paraíba parece estar definida, segundo articulações recentes da base aliada do governador João Azevêdo (PSB). Durante uma reunião, Azevêdo confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado Federal, pavimentando o caminho para o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) assumir a candidatura ao Governo do Estado, com possibilidade de reeleição caso Azevêdo se desincompatibilize em abril de 2026. O secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Deusdete Queiroga (PSB), manifestou sua disposição para compor a chapa como vice-governador, enquanto o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), foi indicado como segundo candidato ao Senado, ao lado de Azevêdo.
A composição da chapa, formada por PSB, PP e Republicanos, exclui o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), que vinham pleiteando a cabeça da chapa. Azevêdo nesta seguinda-feira (11) descartou Cícero como candidato ao governo, sugerindo que ele busque outro espaço na majoritária, como vice ou senador, com uma metáfora futebolística: “Tem hora de estar no meio de campo, tem hora de estar na lateral”. Galdino, apesar de cogitado para vice, foi preterido em favor de Queiroga, e sua insistência em manter a pré-candidatura, apoiada pelo PT e Ricardo Coutinho, levou a atritos, com o deputado declarando na ALPB que “não aceita enquadramento político”.
Lucas Ribeiro, tem baixa pontuação nas pesquisas, mas é a aposta de Jo0ão Azevêdo, e tem consolidado seu nome com apoio do governador, Gervásio Maia e do deputado federal Wilson Santiago (PSB), que confirmou a chapa com Lucas ao governo, João e Nabor ao Senado.
Lucas Ribeiro, em 8 de agosto, reafirmou sua pré-candidatura e apoio à reeleição de Lula (PT), indo contra a orientação nacional do PP, que se alinha à direita na federação com o União Brasil. Ele defendeu a unidade da base, mas enfrenta resistência de Cícero e de Galdino.
Cícero, que intensificou contatos com a oposição, como no evento Habeas Pinho com Cássio Cunha Lima (PSD) em 8 de agosto, foi instado a buscar “um novo caminho” após sua ausência no Orçamento Democrático Estadual (ODE) e críticas de Aguinaldo Ribeiro (PP), que o acusou de articular “extrapartidariamente”. Cícero negou desistência da disputa, mas sua presença com lideranças da oposição, incluindo Pedro Cunha Lima (PSD) e Efraim Filho (União Brasil), alimenta especulações de uma possível migração para o PSD ou PSDB. Galdino, por sua vez, mantém o apoio do PT, mas sua exclusão da chapa majoritária pode levá-lo a reavaliar sua posição na base, conforme sugerido por Wilson Santiago.
Queiroga, com mais de 30 anos de vida pública, reforçou sua disposição para ser vice na noite desta segunda-feira (11), destacando a força de Lucas como sucessor natural e a viabilidade de Nabor, pai do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), para o Senado. A chapa, segundo Gervásio Maia, reflete uma articulação estratégica para manter a coesão da base, que elegeu cerca de 150 prefeitos em 2024. Contudo, a ausência de Cícero nas discussões finais, e a resistência de Galdino, com o Republicanos reivindicando espaço, indicam que o racha persiste, podendo beneficiar a oposição, liderada por Pedro Cunha Lima e Efraim Filho.


