quinta-feira, março 5, 2026
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Cabo Gilberto reage à investigação da PF contra Silas Malafaia e diz que “não existe mais democracia” no Brasil

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Deputado do PL-PB critica inclusão de líder religioso em inquérito sobre obstrução de justiça envolvendo Bolsonaro e Eduardo

Da Redação

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) reagiu com indignação à inclusão do pastor Silas Malafaia no inquérito da Polícia Federal (PF) que investiga suposta obstrução de justiça, tendo como alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em postagem nas redes sociais, Gilberto afirmou: “Não existe mais democracia. Perseguem até quem fala a verdade, como o pastor Malafaia. É a ditadura da toga!”

A declaração reflete o sentimento de setores da oposição que veem a investigação como uma tentativa de silenciar aliados do ex-presidente.

A PF incluiu Malafaia no inquérito devido a sua atuação em atos públicos, como o de 29 de junho na Avenida Paulista, onde criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes, chamando-o de “ditador da toga” e acusando o STF de impor censura nas redes sociais.

O inquérito apura se as falas e ações de Malafaia configuram obstrução de justiça, no contexto de investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, envolvendo Bolsonaro e Eduardo.

A PF também busca esclarecer a origem dos recursos usados por Malafaia para financiar manifestações.

Malafaia negou irregularidades, afirmando que pagou do próprio bolso um trio elétrico no Rio de Janeiro e desafiou a PF a investigar suas contas. Ele classificou as acusações como “narrativa bandida” para atingir Bolsonaro. Na Paraíba, a oposição, liderada por Efraim Filho (União Brasil) e Marcelo Queiroga (PL), que se reuniram com Michelle Bolsonaro em nesta semana, reforça o discurso de “perseguição política”. Enquanto isso, a base aliada de João Azevêdo (PSB) evita comentar, focada no racha interno com Cícero Lucena (PP), Lucas Ribeiro (PP), e Adriano Galdino (Republicanos).