sexta-feira, março 6, 2026
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Cabo Gilberto pede impeachment de Moraes e acusa ministro de “torturar” Bolsonaro

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Deputado paraibano protocola moção de repúdio e intensifica críticas ao STF após prisão domiciliar do ex-presidente

Da Redação

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) anunciou na noite desta segunda-feira (4), a protocolação de uma moção de repúdio contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Gilberto acusou Moraes de “torturar” Bolsonaro, chamando a medida de “vingança” e “abuso de poder”. “VINGANÇA NÃO É JUSTIÇA. IMPEACHMENT MORAES. BRASIL REFÉM,” escreveu em suas redes sociais, convocando mobilizações com as frases “VINGANÇA NÃO É JUSTIÇA” e “ABUSO DE PODER”.

A decisão de Moraes foi motivada pelo suposto descumprimento de medidas cautelares impostas a Bolsonaro, como a proibição de usar redes sociais, direta ou indiretamente, após sua participação virtual em atos pró-Bolsonaro, no domingo (3). Moraes apontou que Bolsonaro utilizou redes de aliados, incluindo seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro, para divulgar mensagens com “incentivo a ataques ao STF e apoio à intervenção estrangeira”, como sanções dos EUA contra o ministro. A prisão domiciliar inclui proibições de visitas (exceto advogados e familiares autorizados), uso de celular e contato com autoridades estrangeiras.

Cabo Gilberto, que já havia criticado Moraes por incluí-lo erroneamente em uma ordem de retirada de deputados da Praça dos Três Poderes em 25 de julho, enquanto estava na Paraíba, reforçou o pedido de impeachment do ministro. Ele se junta a outros parlamentares da oposição, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que protocolou um pedido de impeachment em 23 de julho, e o deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), que cobrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por celeridade. Alcolumbre, no entanto, já rejeitou pedidos semelhantes em 2021, citando falta de justa causa, e não indicou intenção de pautar novos requerimentos.

A mobilização ocorre em meio à paralisação do Congresso Nacional, com a oposição, liderada pelo PL, obstruindo a Câmara e o Senado desde 5 de agosto em protesto contra a decisão do STF. Na Paraíba, aliados como o ex-ministro Marcelo Queiroga (PL) também condenaram a medida, chamando-a de “inadequada” e prometendo resposta nas urnas em 2026. A defesa de Bolsonaro anunciou recurso, alegando que ele não descumpriu as cautelares, pois não estava proibido de dar entrevistas.