Luiz Couto (PT), Gervásio Maia (PSB) e Damião Feliciano (União Brasil) são os únicos paraibanos que votaram contra a aceleração do projeto de anistia
Da Redação
A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (17), o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 2162/23, que concede anistia aos participantes dos supostos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, permitindo que a proposta seja votada diretamente no plenário, sem passar pelas comissões.
Da bancada da Paraíba, composta por 12 deputados, apenas três votaram contra a urgência: Luiz Couto (PT), Gervásio Maia (PSB) e Damião Feliciano (União Brasil).
Os demais apoiaram a medida, enquanto Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara, presidiu a sessão e se absteve de votar.Votaram a favor da urgência:
Aguinaldo Ribeiro (PP)
Cabo Gilberto Silva (PL)
Mersinho Lucena (PP)
Romero Rodrigues (Podemos)
Ruy Carneiro (Podemos)
Wellington Roberto (PL)
Wilson Santiago (Republicanos)
Murilo Galdino (Republicanos) (não votou, mas é alinhado à maioria)
A votação reflete a divisão nacional sobre o tema, com a oposição pressionando pela anistia para beneficiar réus no Supremo Tribunal Federal (STF). Luiz Couto, Gervásio Maia e Damião Feliciano posicionaram-se contra, argumentando que a proposta incentiva a impunidade e ameaça a democracia.
Couto, em postagem nas redes sociais, classificou o projeto como “um retrocesso perigoso”. Maia e Feliciano ecoaram a crítica, defendendo que os atos de 8 de janeiro foram um atentado à Constituição.
O projeto, se aprovado, pode anular condenações e penas impostas pelo STF, incluindo a prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada por Alexandre de Moraes em agosto. A base governista de Lula (PT) resiste, enquanto o PL, de Bolsonaro, celebra o avanço.
Na Paraíba, o episódio intensifica a polarização, com a oposição, liderada por Efraim Filho (União Brasil) e Pedro Cunha Lima (PSD), usando o tema para atacar a base aliada de João Azevêdo (PSB), já rachada com a saída de Cícero Lucena (PP) e críticas de Adriano Galdino (Republicanos) a Lucas Ribeiro (PP).


