quinta-feira, março 5, 2026
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Adriano Galdino declara que sairia do Republicanos pelo PT se convidado por Lula

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Presidente da ALPB reforça apoio ao petista, mas candidatura própria do PT e racha na base governista complicam cenário para 2026

Da Redação

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), afirmou que aceitaria imediatamente um convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser candidato ao Governo do Estado pelo PT em 2026, declarando: “Se o presidente Lula me convidar pra ser candidato pelo PT hoje, eu saio ontem do Republicanos”. A fala, que reforça sua proximidade com Lula e o PT, ocorre em meio a um racha na base aliada do governador João Azevêdo (PSB) e à sinalização do PT paraibano de lançar uma candidatura própria ao governo, possivelmente com Ricardo Coutinho.

Galdino, que tem 7,09% das intenções de voto no estado e 7,1% em João Pessoa (DataRanking/Fonte83, 12 de agosto), posiciona-se como um dos principais aliados de Lula na Paraíba, mas enfrenta resistência na base governista, que articula uma chapa com Lucas Ribeiro (PP) ao governo, Deusdete Queiroga (PSB) como vice, e João Azevêdo e Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado.

Azevêdo descartou Cícero Lucena (PP, 33,83%) como cabeça de chapa, sugerindo outro papel na majoritária, e a exclusão de Galdino da formação intensificou tensões. Galdino reagiu, afirmando “não aceita enquadramento político”.

O PT, que inicialmente apoiava Galdino, mudou de estratégia com a a intenção de lançar candidatura própria, criticando a marginalização do partido na base de João e a posição anti-Lula do PP nacional, liderado por Ciro Nogueira.

Nogueira desmentiu Daniella Ribeiro (PP), mãe de Lucas, negando garantia de palanque para Lula na Paraíba. A deputada Cida Ramos (PT), nova presidente do partido, defende a permanência na base de Azevêdo, mas outra ala do partido insiste em autonomia, citando Coutinho como possível nome.

A declaração de Galdino reflete sua tentativa de manter relevância na disputa, mas a possível candidatura do PT complica sua estratégia, já que sua saída do Republicanos dependeria de um convite formal de Lula, que ainda não definiu palanque no estado.

Cícero, preterido pela base, aproxima-se da oposição, como visto em evento com Cássio Cunha Lima (PSD) em 8 de agosto, enquanto Veneziano Vital do Rêgo (MDB) o convidou publicamente. A oposição, com Efraim Filho (União Brasil, 16,06%) e Pedro Cunha Lima (PSD, 15,09%), capitaliza o racha.