sexta-feira, março 6, 2026
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Adriano Galdino condiciona candidatura ao Governo da Paraíba a 20% nas pesquisas até dezembro

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Presidente da ALPB reafirma compromisso com Lula e promete ir até o fim se atingir meta eleitoral

Da Redação

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), declarou que será candidato ao Governo do Estado em 2026 caso alcance 20% das intenções de voto até dezembro. “Se eu chegar a 20% nas pesquisas até lá, não abro nem para um trem. Vou até o fim para ser governador e convencer a Paraíba de que sou a melhor opção,” afirmou Galdino, reforçando sua pré-candidatura e lealdade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ele destacou que sua campanha representa um grupo, incluindo família, amigos e o Republicanos, mas está disposto a deixar o partido se convidado por Lula, como já havia sinalizado ao dizer que “sairia ontem” do Republicanos se o petista o chamasse.

Galdino, que tem 7,09% nas pesquisas atuais (DataRanking/Fonte83, 12 de agosto), enfrenta resistência na base aliada do governador João Azevêdo (PSB), que favorece o vice-governador Lucas Ribeiro (PP, 8,95%) como candidato ao governo, com Deusdete Queiroga (PSB) como vice e Azevêdo e Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado.

O presidente da ALPB criticou a falta de experiência de Lucas, afirmando que “é difícil votar em quem nunca teve carteira assinada” e que ele teria poucas chances contra uma chapa formada por Cícero Lucena (PP, 33,83%) e Pedro Cunha Lima (PSD, 15,09%).

Galdino também acusou o grupo Ribeiro de descumprir acordos, como na eleição municipal de Bayeux, onde Lucas e Aguinaldo Ribeiro (PP) teriam traído um compromisso com o PSD.

A declaração de Galdino ocorre em meio a um racha na base governista, agravado pela exclusão de Cícero, que se aproxima da oposição após convite de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e articulação com Cássio Cunha Lima (PSD), que admitiu retornar ao Senado se Pedro disputar o governo.

A oposição, liderada por Efraim Filho (União Brasil, 16,06%) e Marcelo Queiroga (PL), ganha força com o apoio de Michelle Bolsonaro. Galdino, que enfatiza ser o único pré-candidato a garantir palanque para Lula, busca apoio do PT, mas enfrenta resistência do diretório estadual, que cogita lançar Ricardo Coutinho. Sua meta de 20% reflete a estratégia de consolidar viabilidade eleitoral para pressionar a base e evitar ser preterido novamente.