sexta-feira, março 6, 2026
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Adriano Galdino avalia que Lucas Ribeiro tem poucas chances contra chapa de Cícero Lucena e Pedro Cunha Lima em 2026

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Presidente da ALPB reforça críticas a Lucas e vê aliança entre Cícero e oposição como obstáculo para base governista

Da Redação

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), afirmou, nesta quinta-feira (14), durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, na Rádio 100.5 FM Líder, que o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) teria poucas chances de vencer a eleição para o Governo do Estado em 2026 se o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), formar uma chapa com o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD).

A declaração intensifica o racha na base aliada do governador João Azevêdo (PSB) e reforça as tensões após Cícero ser descartado como cabeça de chapa por Azevêdo, que sinalizou preferência por Lucas.

Galdino, pré-candidato ao governo com 7,09% das intenções de voto no estado (DataRanking/Fonte83, 12 de agosto), destacou a força eleitoral de Cícero, que lidera com 33,83%, e Pedro, com 15,09%, afirmando que a aliança seria “muito competitiva” e dificultaria a vitória de Lucas, que tem 8,95% (DataRanking). “Cícero com Pedro seria uma chapa fortíssima. Lucas, que nunca teve carteira assinada, não teria condições de enfrentar esse grupo,” disse Galdino. Ele também mencionou a possibilidade de Cícero migrar para outro partido, como PSD ou PSDB, após convite de Marconi Perillo, caso não seja o escolhido da base governista.

A fala de Galdino responde às movimentações de Cícero, que, em 8 de agosto, participou do evento Habeas Pinho com Cássio Cunha Lima (PSD), Pedro, Efraim Filho (União Brasil, 16,06%), e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), gerando especulações sobre uma aproximação com a oposição. Veneziano declarou no início da semana que Cícero “será bem-vindo” na oposição, enquanto Efraim Filho condicionou alianças a um projeto que “respeite as diferenças nacionais”.

Analistas sugerem uma possível “chapa dos sonhos” com Cícero ao governo, Pedro como vice, e Veneziano e Galdino ao Senado, o que Galdino não descartou, mas condicionou ao diálogo.

A base aliada enfrenta divisões desde que Azevêdo, em 11 de agosto, indicou Lucas ao governo, Deusdete Queiroga (PSB) como vice, e ele próprio com Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado. Lucas, apoiado por Aguinaldo Ribeiro (PP) e Daniella Ribeiro (PP), reafirmou seu compromisso com a reeleição de Lula (PT), mas foi desmentido por Ciro Nogueira (PP), que negou palanque garantido para Lula na Paraíba. Galdino, que declarou sairia do Republicanos “ontem” se convidado por Lula, enfrenta resistência com a sinalização do PT de lançar candidatura própria, possivelmente com Ricardo Coutinho.

A possibilidade de uma chapa Cícero-Pedro, com apoio de figuras como Veneziano e Efraim, poderia fragmentar ainda mais a base governista, que já lida com a insatisfação de Galdino e a saída de deputados como Júnior Araújo do PSB para o PP. A oposição, fortalecida pelas pesquisas que mostram Pedro e Efraim competitivos, observa o racha como oportunidade, enquanto Lucas enfrenta desafios para consolidar sua candidatura, especialmente após as críticas de Galdino à sua experiência.