quinta-feira, março 5, 2026
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Adriano Galdino alerta para risco de rompimento com base governista se PP dominar chapa de 2026

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Presidente da ALPB cobra protagonismo do Republicanos e critica plano dos Progressistas para governo e Senado

Da Redação

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), intensificou as tensões na base aliada do governador João Azevêdo (PSB) ao alertar, neste sábado (7), que o Republicanos poderá romper com a aliança caso o Progressistas (PP) insista em lançar o vice-governador Lucas Ribeiro como candidato ao governo e outra liderança, como a senadora Daniella Ribeiro, ao Senado em 2026.

Em entrevista à Rádio Integração de Bananeiras, Galdino afirmou que o Republicanos, maior partido do estado com nove deputados estaduais, três federais e 50 prefeitos, não aceitará ser “preterido” na formação da chapa majoritária. “Se o PP lançar Lucas ao governo e outra candidatura ao Senado, estará dispensando o Republicanos da aliança,” declarou.

Galdino, pré-candidato ao governo, destacou o peso político do Republicanos, decisivo na reeleição de Azevêdo em 2022, e cobrou reconhecimento. Ele questionou a estratégia do PP, liderado pela família Ribeiro, sugerindo que, se Lucas assumir o governo com a eventual saída de Azevêdo para disputar o Senado, usaria a máquina estadual para reeleger sua mãe, Daniella, dificultando a candidatura do governador. “Se Lucas for governador, vai trabalhar para eleger a mãe. João enfrentaria dificuldades contra Veneziano Vital do Rêgo,” afirmou, apontando a força do senador do MDB.

A declaração expõe atritos na base, que inclui PSB, PP e PSD. Galdino reafirmou que Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados, é o “plano A” para o governo, mas se colocou como alternativa caso Motta permaneça em Brasília. O governador João Azevêdo, em resposta, reiterou que as decisões sobre a chapa serão tomadas em 2026, sob sua liderança, priorizando a unidade. A possibilidade de Cícero Lucena (PP) também disputar o governo adiciona complexidade às negociações, enquanto o Republicanos pressiona por protagonismo.