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Pesquisadores da UFPB investigam efeito do enrocamento na erosão da praia do Cabo Branco

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A obra do enrocamento foi concluída em novembro de 2020 com o objetivo de proteger a barreira da erosão, mas os pesquisadores suspeitam que ela possa estar causando erosão em outras áreas

João Pessoa, 30 de outubro de 2023 – Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) estão conduzindo um estudo para investigar se a colocação de rochas no sopé da barreira do Cabo Branco, conhecida como enrocamento, está contribuindo para a erosão da praia do local. A obra do enrocamento foi concluída em novembro de 2020 com o objetivo de proteger a barreira da erosão, mas os pesquisadores suspeitam que ela possa estar causando erosão em outras áreas.

O grupo de pesquisa analisa a região que se estende da Praia do Seixas até a Praia do Cabo Branco, em João Pessoa, há cerca de seis meses, mas os resultados ainda não são conclusivos. A suspeita é que o enrocamento esteja impedindo a passagem dos sedimentos que normalmente seguiriam da Praia do Seixas em direção à Praia de Cabo Branco, causando a falta de areia na área próxima à rotatória.

A falta de areia na faixa de praia próxima à calçadinha permite uma maior ação do mar, o que aumenta a erosão do local. Os pesquisadores identificaram que a areia está ficando presa nas pedras do enrocamento, possivelmente acumulando na Praia do Seixas e deixando a faixa de areia de Cabo Branco desprotegida.

O professor e coordenador da pesquisa, Saulo Vital, ressaltou que os resultados ainda não são conclusivos e que são necessários pelo menos dois anos de observação para torná-los definitivos. O estudo é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é desenvolvido pelo Laboratório de Estudos Geológicos e Ambientais (LEGAM) da UFPB.

A erosão costeira é um problema sério em várias regiões litorâneas e entender como as obras de engenharia costeira afetam o equilíbrio natural das praias é fundamental para a gestão adequada dessas áreas.

Da Redação