ONG anticorrupção afirma que decisão de Alexandre de Moraes de arquivar investigação sobre entrada irregular de bagagens em voo do Caribe segue padrão anterior, com foco apenas no piloto
Da Redação
A Transparência Internacional – Brasil comparou nesta sexta-feira (22) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de arquivar o inquérito sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e outros políticos do Centrão sobre a entrada irregular de bagagens em um voo vindo da ilha de São Martinho, no Caribe, com o caso do “helicoca” da família Perrella, ocorrido em 2013.
No X, a entidade afirmou que o caso mais recente terá um desenvolvimento semelhante ao do passado, com apenas o piloto sendo investigado.
“O presidente da Câmara e outros líderes voam de um paraíso fiscal no jato de um investigado por ligações c/ crime organizado e, na chegada, a tripulação passa sem inspeção da bagagem. Mas a PGR e Moraes não vêm motivo p/ investigar os políticos, apenas o piloto será alvo de inquérito”, publicou a organização.
O inquérito foi arquivado pelo ministro relator, que entendeu não haver elementos suficientes para prosseguir com as investigações sobre os parlamentares.


