Entidade que atua na defesa ética da saúde suplementar acusa operadora de negar procedimentos como transplantes e quimioterapias mesmo com liminares, preferindo pagar multas; Unimed nega irregularidades e anuncia medidas judiciais
Da Redação
A Associação Nacional em Defesa da Saúde Suplementar (Andess) protocolou denúncia no Ministério Público da Paraíba contra a Unimed João Pessoa. O documento acusa a operadora de supostamente negar procedimentos médicos de alto custo, mesmo após decisões judiciais favoráveis aos pacientes.
De acordo com a entidade, a cooperativa teria adotado uma prática de descumprimento sistemático de liminares relacionadas a tratamentos urgentes, como transplantes, quimioterapias e cirurgias. A denúncia sustenta que a empresa preferiria pagar multas impostas pela Justiça em vez de autorizar os procedimentos, configurando uma “desobediência institucionalizada”.
A reportagem menciona casos de pacientes que enfrentaram dificuldades para obter autorização de tratamentos mesmo com decisões judiciais. Um deles envolve uma paciente diagnosticada com leucemia mieloide aguda que necessitava de transplante de medula óssea em caráter urgente. A denúncia também cita situações descritas como “cumprimento fictício”, quando procedimentos eram formalmente autorizados, mas não efetivamente realizados.
Em nota enviada à Folha de S.Paulo, a Unimed João Pessoa negou as acusações e classificou a denúncia como “leviana” e sem base técnica ou jurídica. A cooperativa afirmou que não adota qualquer política de descumprimento de decisões judiciais e destacou indicadores positivos obtidos junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A empresa informou ainda que adotará medidas judiciais contra os responsáveis pelas acusações.


