Prefeito afirma que situação ultrapassou o limite do aceitável e promete intensificar fiscalização enquanto espera ação do Estado
Da Redação
Durante a abertura do 3º Curso de Formação de Agentes de Mobilidade Urbana, realizada nesta quarta-feira (22), no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), o prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), cobrou uma solução definitiva para os problemas de esgoto e vias públicas deterioradas na capital.
Sem rodeios, o gestor afirmou que a situação ultrapassou o limite do aceitável. “Não dá mais esse esgoto em João Pessoa, não dá mais essas ruas esburacadas”, declarou, ao cobrar uma resposta efetiva da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).
Léo Bezerra também direcionou o apelo ao Governo do Estado, pedindo maior articulação e intervenção direta. “O diálogo que eu vou pedir ao governador é justamente com a Cagepa. Eu peço ao governador Lucas Ribeiro que tome as rédeas e resolva esse problema”, afirmou.
O prefeito reforçou que a Prefeitura seguirá cumprindo seu papel institucional, mas deixou claro que espera reciprocidade. Segundo ele, a gestão municipal continuará notificando a empresa e intensificando a fiscalização. “Se o papel da prefeitura é fiscalizar, cobrar e cuidar das galerias pluviais, nós vamos fazer. Mas esperamos que a Cagepa faça o dela”, pontuou.
Ele ainda revelou que manteve reuniões recentes com representantes do governo estadual, incluindo o secretário Marcos Vinícius, na tentativa de avançar em soluções conjuntas. Apesar disso, demonstrou insatisfação com a lentidão das respostas.
A fala acontece um dia após a Cagepa e a Prefeitura de João Pessoa afirmarem não ter responsabilidade pelo lançamento de água escura registrado desde o último domingo (19), no trecho entre as praias do Bessa e Intermares. No local, banhistas, moradores e turistas continuam circulando normalmente, apesar da coloração escura e do forte odor da água, especialmente na região do maceió.
A Secretaria de Meio Ambiente (Semam) informou que realizou vistorias nas galerias pluviais da orla na terça-feira (21) e não identificou irregularidades, destacando que a água apresentava características consideradas normais. Já a Cagepa reforçou que não realiza lançamento de esgoto no mar e que todo o material coletado é tratado na ETE do Róger, sem ligação com galerias pluviais.
Uma decisão judicial de 9 de abril determina que Cagepa, Sudema, Prefeitura de João Pessoa e Governo do Estado apresentem, em até 30 dias, um plano de ação para conter o despejo de esgoto no mar. A medida também prevê a instalação de placas informativas sobre a balneabilidade das praias e a fiscalização das galerias pluviais da orla.


