Coordenador do Gaeco compara situação na Paraíba com o México e afirma que esquema investigado em Cabedelo permitiu enraizamento de grupos criminosos

O coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Octávio Paulo Neto, afirmou que mais municípios paraibanos podem ser alvo de investigações semelhantes à Operação Cítrico, deflagrada em Cabedelo.
“Vamos continuar fazendo nosso trabalho, não só em Cabedelo mas nos municípios que apresentarem a mesma singularidade. Fica aqui meu apelo para que a população auxilie todos os órgãos, tenha maior consciência cívica e participe do processo de defesa do estado e seus municípios”, disse o promotor, em entrevista à Rádio 98 FM Correio.
Octávio comparou o processo de aproximação de facções criminosas com o poder público na Paraíba com a situação vivida pelo México, onde cartéis de drogas dominam territórios e, em período de eleições, chegam até a assassinar candidatos que não se alinhem aos seus interesses.
Ele também detalhou que o esquema investigado pela Operação Cítrico, da Polícia Federal, permitiu que facções criminosas se “enraizassem” em Cabedelo.
“A investigação demonstra de maneira satisfatória o envolvimento das facções com determinadas pessoas que ocupam circunstancialmente cargos públicos, e que existe contratação de empresas para ser o ‘entreposto’ entre as facções e as pessoas. Isso possibilitou recursos aos faccionados se enraizassem em Cabedelo, permitindo a expansão dessa facção em Cabedelo e na Paraíba, o que é inadmissível”, afirmou o promotor.


