Deputado do PL-PB critica projeto aprovado na Câmara e propõe modelo mais amplo para compensar perda de arrecadação
Da Redação
O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) defendeu, durante a votação do Projeto de Lei 1.466/2025 na Câmara dos Deputados, na noite desta quarta-feira (1º), que a isenção do Imposto de Renda (IR) deveria abranger rendas de até R$ 10 mil mensais, em vez do limite de R$ 5 mil aprovado no texto, que beneficia cerca de 10 milhões de trabalhadores.
Em pronunciamento na sessão, Gilberto criticou o projeto como insuficiente e argumentou que o governo precisa cortar gastos supérfluos para compensar a perda de arrecadação, estimada em R$ 30 bilhões anuais. “A isenção tem que ser para quem ganha até R$ 10 mil, não R$ 5 mil. O governo deve cortar privilégios e mimos para bancar isso, sem aumentar impostos para os mais pobres,” declarou, votando contra o texto final, aprovado por 418 a 4.
A proposta, que altera a tabela do IR e isenta rendas até R$ 5 mil, foi elogiada pelo governo Lula como uma vitória trabalhista, mas enfrentou resistências da oposição, que vê no limite mais amplo uma forma de aliviar a classe média baixa. Cabo Gilberto destacou que o corte de gastos poderia incluir redução de cargos comissionados, verbas de propaganda e supersalários no funcionalismo público.
O parlamentar paraibano também cobrou transparência na compensação fiscal, alertando para riscos de aumento em outros tributos, como ICMS ou PIS/Cofins.
O deputado, que representa a Paraíba e tem atuado como voz ativa da oposição, usou a tribuna para reforçar que a medida aprovada beneficia apenas uma parcela limitada, deixando de fora profissionais como professores e enfermeiros que ganham acima de R$ 5 mil. Sua posição ecoa críticas de outros parlamentares do PL, como Nikolas Ferreira (MG), que propuseram emendas semelhantes durante a tramitação.
Na Paraíba, o tema ganha relevância em meio ao racha na base aliada de João Azevêdo (PSB), com Lucas Ribeiro (PP) como candidato preferido ao governo, enquanto Cícero Lucena (sem partido) lidera pesquisas e critica a fragmentação. A oposição, com Efraim Filho (União Brasil) e Pedro Cunha Lima (PSD), usa pautas econômicas para pressionar o governo federal.


