Denúncia anônima aponta esquema de plantões extras não trabalhados e falsificações em registros de frequência na unidade de saúde paraibana
Da Redação
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu investigação para apurar denúncias de irregularidades na gestão do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. A ação foi motivada por uma denúncia anônima que revelou suposto esquema de recebimento de valores por plantões extras não trabalhados, além de falsificações em registros de frequência de profissionais da saúde.
O procedimento preparatório, coordenado pela promotoria de Justiça de Santa Rita, pode resultar em ações civis e penais contra os envolvidos.
De acordo com as apurações iniciais, o esquema envolveria médicos e enfermeiros que registravam presença em plantões sem efetivamente comparecerem ao hospital, gerando pagamentos indevidos com recursos públicos. A denúncia, protocolada recentemente, inclui indícios de fraudes em escalas de trabalho e controle de frequência, práticas que comprometem o atendimento aos pacientes e o uso eficiente do orçamento da unidade.
O Hospital Metropolitano, gerido pelo Governo do Estado desde sua inauguração em 2020, é referência em traumatologia e cirurgia geral para o Litoral Norte da Paraíba.
O MPPB determinou a coleta de documentos, depoimentos de testemunhas e análise de registros contábeis para verificar a veracidade das alegações. Caso confirmadas, as irregularidades podem configurar crimes como peculato, falsidade ideológica e improbidade administrativa, com penas que variam de três a 12 anos de prisão.
O hospital, que atende cerca de 1.500 pacientes por mês, já enfrentou críticas anteriores por problemas em processos seletivos e condições de trabalho, investigados pelo Conselho Regional de Serviço Social (Cress-PB) em 2020.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), informou que colabora com as investigações e reforça o compromisso com a transparência na gestão de recursos.
A população da Grande João Pessoa e região cobra agilidade na investigação, especialmente após relatos de atrasos em atendimentos devido a supostas falhas na escalas de plantão.


