Ex-ministro da Saúde critica processo como “perseguição política” e vê oportunidade de anulação após divergência
Da Redação
O ex-ministro da Saúde e presidente estadual do PL na Paraíba, Marcelo Queiroga, classificou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) como uma “farsa” em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (10). Queiroga exaltou o voto do ministro Luiz Fux, que defendeu a anulação do processo por incompetência do STF para julgar o caso, argumentando que os réus, incluindo Bolsonaro, não possuem mais foro privilegiado.
“BOMBA NO JULGAMENTO! Luiz Fux deixou claro: o processo contra Bolsonaro deveria ser ANULADO por incompetência do STF. Se até ministro do Supremo reconhece a falha, como acreditar na farsa que estão montando contra o presidente?” escreveu Queiroga, chamando o julgamento de “perseguição política”.
O voto de Fux, terceiro a ser proferido na Primeira Turma do STF, divergiu do relator Alexandre de Moraes e do ministro Flávio Dino, que votaram pela condenação de Bolsonaro e outros sete réus pelo núcleo 1 da trama golpista. Fux argumentou que o STF não tem competência para julgar réus sem prerrogativa de foro, sugerindo que o caso deveria ser remetido à primeira instância ou, alternativamente, ao plenário da Corte. Ele também acolheu a preliminar de cerceamento de defesa, alegando falta de tempo para análise das provas. O placar parcial está em 2 a 1 pela condenação, com os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin pendentes.
Queiroga, pré-candidato ao Senado pela oposição na Paraíba, usou o momento para criticar o STF e defender Bolsonaro, afirmando que o voto de Fux “expõe a farsa” conduzida por Moraes. A defesa de Bolsonaro, liderada por Celso Vilardi, celebrou a posição de Fux como um “sopro de justiça”, reforçando pedidos de anulação. Aliados bolsonaristas, como o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), ecoaram o coro nas redes, chamando o julgamento de “ditadura da toga”.
Na Paraíba, o episódio intensifica a polarização para 2026, com a oposição, liderada por Efraim Filho (União Brasil, 16,06%) e Pedro Cunha Lima (PSD, 15,09%), usando o tema para atacar a base aliada de João Azevêdo (PSB). Queiroga, que se reuniu com Michelle Bolsonaro e Efraim em 14 de agosto, reforça sua pré-candidatura ao Senado, enquanto a base governista, fragmentada pelo rompimento de Cícero Lucena (PP, 33,83%) e críticas de Adriano Galdino (Republicanos, 7,09%) a Lucas Ribeiro (PP, 8,95%), evita comentar o julgamento.


