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Cícero Lucena defende união política e reforça compromisso com a Paraíba na disputa pelo Governo em 2026

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Prefeito de João Pessoa mantém pré-candidatura, mas busca diálogo com base aliada em meio a tensões internas

Da Redação

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), reagiu nesta quinta-feira (28) às declarações do vice-presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Felipe Leitão (Republicanos), que cobrou maturidade e menos vaidade por parte dos pré-candidatos ao Governo do Estado em 2026. Para o parlamentar, é preciso unidade na base aliada do governador João Azevêdo para a escolha de um nome forte e viável.

Durante entrevista ao programa Correio Debate, da Rádio Correio 98 FM, Cícero endossou a fala, mas reforçou que o foco deve ser no compromisso com a Paraíba, acima de qualquer interesse pessoal ou disputa interna. “Eu acho que essa deve ser uma contribuição de todos. A gente precisa entender que o projeto maior é cuidar da Paraíba e, obviamente, todos têm que ter esse compromisso e essa visão”, afirmou o prefeito.

Cícero reforçou sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba em 2026, destacando a necessidade de união política para continuar o desenvolvimento do estado. “A Paraíba vive seu melhor momento, e nosso grupo precisa estar unido para escolher o melhor caminho, ouvindo o povo,” afirmou, enfatizando sua liderança nas pesquisas, com 31,5% a 33,83% das intenções de voto, segundo levantamentos do Instituto Seta e DataRanking/Fonte83.

Cícero defendeu que a decisão sobre o candidato da base aliada do governador João Azevêdo (PSB) deve ser baseada em critérios objetivos, como pesquisas de opinião, e cobrou “bom senso” do Progressistas (PP) para evitar divisões.

A fala de Cícero ocorre em meio a um racha na base governista (PSB, PP, Republicanos, PSD), agravado após Azevêdo descartá-lo como cabeça de chapa em 11 de agosto, favorecendo o vice-governador Lucas Ribeiro (PP, 8,95%).

Cícero, que se reuniu com os deputados Hugo Motta (Republicanos) e Aguinaldo Ribeiro (PP) em 16 de julho, classificou o encontro como “positivo” para discutir a conjuntura estadual, mas reafirmou que sua candidatura depende da vontade popular: “Se o eleitor não for ouvido, vamos rasgar as pesquisas,” disse em 28 de junho.

Ele também negou, em 7 de julho, planos imediatos de deixar o PP, mas admitiu avaliar convite do PSDB para assumir o comando da legenda na Paraíba.

Tensões internas persistem, com Adriano Galdino (Republicanos, 7,09%) criticando Lucas por “nunca ter tido carteira assinada” e condicionando sua própria candidatura a alcançar 20% nas pesquisas até dezembro. O PT, que inicialmente apoiava Galdino, sinalizou lançar candidatura própria, enquanto Hugo Motta buscou apoio do presidente do PT, Edinho Silva, para Lucas.

Cícero mantém aproximação com a oposição, marcada por sua presença no evento Habeas Pinho com Cássio Cunha Lima (PSD) em 8 de agosto, gerou convites de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Bruno Cunha Lima (PSD), que afirmou que Cícero seria “bem-vindo”, mas que a oposição não depende dele, priorizando Pedro Cunha Lima (15,09%) e Efraim Filho (União Brasil, 16,06%).

Apesar das articulações com a oposição, ele mantém o discurso de lealdade à base de Azevêdo, que deve disputar o Senado, e aposta no diálogo para unificar o grupo até outubro de 2025, quando as candidaturas deverão ser definidas. A oposição, fortalecida por alianças com Marcelo Queiroga (PL) e Michelle Bolsonaro, observa o racha governista como uma oportunidade para 2026.