sexta-feira, março 6, 2026
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Cícero Lucena desafia críticas e condiciona pré-candidatura à vontade popular para 2026

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Prefeito de João Pessoa reafirma compromisso com base governista, mas mantém pressão por escolha democrática

Da Redação

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), respondeu às críticas sobre sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba em 2026, afirmando que só recuará se for a vontade do povo: “O eleitor não será ouvido? Então, vamos rasgar as pesquisas.” A declaração reforça sua liderança nas pesquisas, com 33,83% das intenções de voto no estado (DataRanking/Fonte83, 12 de agosto), e desafia a base aliada do governador João Azevêdo (PSB), que indicou o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) como candidato preferencial. Cícero, que enfrenta tensões com o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) e o presidente da ALPB, Adriano Galdino (Republicanos), enfatizou que sua decisão será guiada pelo “povo e por Deus”.

Cícero reagiu às críticas de Aguinaldo, que chamou sua articulação com a oposição de “incongruente” e defendeu Lucas como candidato “natural”. Em 1º de agosto, durante evento no Curimataú, Cícero destacou que “o que importa é a vontade do povo” e estranhou o tom de Aguinaldo, mantendo o diálogo com Azevêdo. Apesar de negar rompimento com a base, sua presença no evento Habeas Pinho com Cássio Cunha Lima (PSD) em 8 de agosto e o convite de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para integrar a oposição intensificaram especulações de mudança partidária, possivelmente para PSDB ou PSD.

Azevêdo, em 11 de agosto, descartou Cícero como cabeça de chapa, sugerindo outro papel na majoritária, enquanto Galdino, em 14 de agosto, afirmou que Lucas teria “poucas chances” contra uma chapa com Cícero e Pedro Cunha Lima (PSD).

A base governista, fragmentada entre Lucas (8,95%), Galdino (7,09%), e a possível candidatura própria do PT, enfrenta dificuldades, enquanto a oposição, com Efraim Filho (União Brasil, 16,06%) e Pedro (15,09%), capitaliza o racha. Cícero, que negou candidatura por outro partido, cobrou “bom senso” do PP e reafirmou que só aceita ser descartado pelo eleitorado, pressionando por uma escolha democrática.