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Adriano Galdino expressa dificuldade em apoiar Lucas Ribeiro para Governador e diz que ele “nunca teve a carteira assinada”

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Presidente da ALPB critica falta de experiência de Lucas e reforça pré-candidatura em meio a racha na base aliada

Da Redação

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), admitiu, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa nesta quinta-feira (14), dificuldade em apoiar o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) como candidato ao Governo do Estado em 2026, afirmando que ele “nunca teve a carteira assinada”. A declaração reforça o racha na base aliada do governador João Azevêdo (PSB) e a resistência de Galdino à escolha de Lucas como sucessor, apesar do apoio declarado de Azevêdo ao vice-governador.

Galdino, que é pré-candidato ao governo e tem apoio do PT Nacional e de Ricardo Coutinho, criticou a falta de experiência profissional de Lucas, destacando que “governador precisa de vivência, de bagagem, de ter ralado na vida”. Ele comparou a trajetória de Lucas, que tem 33 anos e é filho da senadora Daniella Ribeiro (PP), à sua própria experiência como ex-prefeito de Pocinhos e líder legislativo. “Eu não voto em quem nunca teve carteira assinada. Governar é coisa séria, exige alguém que já enfrentou desafios reais,” disse Galdino. A crítica ecoa sua avaliação anterior, em 2024, quando deu nota 3 de 10 às chances de Lucas vencer, citando a falta de credibilidade política do grupo Ribeiro.

A fala de Galdino ocorre em um contexto de tensões na base governista (PSB, PP e Republicanos), agravadas após Azevêdo descartar o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), como cabeça de chapa, sugerindo outro papel na majoritária. Lucas, com 8,95% das intenções de voto no estado (DataRanking/Fonte83), foi apontado por Azevêdo como o “candidato natural”, o que Galdino classificou como “desastroso política e administrativamente”. Galdino, com 7,09% no estado (DataRanking), mantém sua pré-candidatura, mas foi preterido na chapa articulada com Lucas ao governo, Deusdete Queiroga (PSB) como vice, e Azevêdo e Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado.

O racha foi intensificado pela sinalização do PT de lançar uma candidatura própria, possivelmente com Ricardo Coutinho, rompendo o apoio inicial a Galdino. Nesta quarta-feira (13), Galdino afirmou que sairia do Republicanos “ontem” se convidado por Lula para ser candidato pelo PT, mas a mudança de estratégia do PT complicou sua posição. Enquanto isso, Cícero (33,83%) aproxima-se da oposição, com convite de Veneziano Vital do Rêgo (MDB), após evento com Cássio Cunha Lima (PSD).