quinta-feira, março 5, 2026
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João Azevêdo descarta Cícero Lucena como cabeça de chapa e sugere outro papel na majoritária para 2026

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Governador da Paraíba reforça consenso, mas sinaliza preferência por Lucas Ribeiro, aprofundando racha na base aliada

Da Redação

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), afirmou, nesta segunda-feira (11), que o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), não será o cabeça de chapa da base aliada para o Governo do Estado nas eleições de 2026, sugerindo que ele busque outro espaço na chapa majoritária. Durante entrevista após o lançamento do Paraíba World Beach Games em João Pessoa, Azevêdo usou uma metáfora futebolística: “Tem hora de você estar jogando de meio de campo, tem hora de estar na lateral. Cícero é aliado, mas a posição dele será definida no momento certo”. A declaração reforça a preferência por outro nome, possivelmente o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), e aprofunda o racha na base aliada, composta por PSB, PP e Republicanos.

Azevêdo destacou que a escolha do candidato será consensual, mas deixou claro que Cícero, apesar de liderar as mais recentes pesquisas, não é o favorito para encabeçar a chapa. “Não vamos forçar ninguém a ficar, mas o projeto é de grupo. Quem quiser outro caminho, é livre,” disse, reafirmando sua postura de 31 de julho. A fala responde às movimentações de Cícero, que, em na sexta-feira (8), participou do lançamento do curta Habeas Pinho em Campina Grande, ao lado de Cássio Cunha Lima (PSD) e outras lideranças da oposição, em vez de comparecer ao Orçamento Democrático Estadual (ODE) com Lucas Ribeiro.

Lucas Ribeiro, apoiado por Azevêdo e seu tio, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), reafirmou no sábadso sua pré-candidatura, declarando total apoio à reeleição de Lula (PT) e rejeitando abrir mão da disputa. Mas Lucas enfrenta resistência de Cícero e do presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), que firmaram um acordo para apoiar o melhor colocado nas pesquisas.

Galdino, apoiado pelo PT Nacional e Ricardo Coutinho, também rejeitou pressões, afirmando na ALPB, em 6 de agosto, que “não aceita enquadramento político”.

Cícero, que negou rompimento com Azevêdo, intensificou o distanciamento ao priorizar o evento com os Cunha Lima, gerando especulações de uma possível aliança com a oposição, incluindo Pedro Cunha Lima (PSD) e Efraim Filho (União Brasil). Recentemente, Cícero alfinetou Aguinaldo, tio e fiador da candidatura de Lucas, dizendo que ele “falou mais do que em toda sua vida pública”, e defendeu que “a vontade do povo” prevalecerá. Analistas, como Josival Pereira (Portal T5), apontam que Cícero pode migrar para o PSD ou PSDB, caso não seja o escolhido da base, especialmente após convite de Marconi Perillo (PSDB).