quinta-feira, março 5, 2026
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Racha na base governista da Paraíba se aprofunda e Lucas Ribeiro reafirma pré-candidatura ao Governo em 2026

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Vice-governador rejeita abrir mão da disputa, enquanto tensões com Cícero Lucena e Adriano Galdino persistem

Da Redação

O racha na base aliada do governador João Azevêdo (PSB) ganhou novos contornos com o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) rechaçando qualquer possibilidade de abrir mão de sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba nas eleições de 2026. Em entrevista nesta sexta-feira (08), Lucas reafirmou sua determinação, apoiado pelo governador e por seu tio, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), e destacou que a escolha do candidato será consensual, mas que está “pronto para liderar o projeto”. “Não abro mão. Estamos construindo com diálogo, mas com firmeza. A Paraíba está acima de vaidades,” declarou.

As tensões na base, formada por PSB, PP e Republicanos intensificaram-se após a reunião mediada por Azevêdo na Granja Santana, com Aguinaldo e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), que não acalmou os ânimos. Aguinaldo, em 28 de julho, criticou o acordo entre Cícero e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), para apoiar o melhor colocado nas pesquisas, chamando-o de “incongruente” e sugerindo que ambos buscassem outros partidos.

Cícero, líder nas pesquisas mais recentes, respondeu em 4 de agosto, no Arapuan Verdade, negando tratativas para desistir e alfinetando Aguinaldo: “Ele falou mais do que em toda sua vida pública.”

Lucas, que não pontua bem nas pesquisas, intensificou agendas no interior, como em Patos (5 de agosto), onde ganhou apoio do prefeito Nabor Wanderley (Republicanos) e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Sua pré-candidatura é respaldada pela família Ribeiro, incluindo sua mãe, a senadora Daniella Ribeiro (PP), mas enfrenta resistência de Cícero, que admitiu diálogo com a oposição, incluindo Pedro Cunha Lima (PSD), citando o “dinamismo da política”.

Galdino, apoiado pelo PT Nacional e Ricardo Coutinho, também rejeitou pressões, afirmando que “não aceita enquadramento político”.

Azevêdo, que busca uma candidatura de consenso para 2026 e é cotado para o Senado, lamentou as tensões públicas e, em 31 de julho, declarou que “quem não quiser caminhar é livre”. A reunião na Granja Santana não resolveu o impasse, com Lucas isolado em articulações, e Cícero e Galdino fortalecendo suas pré-candidaturas.

A oposição, liderada por Pedro Cunha Lima e Efraim Filho (União Brasil), observa o racha, enquanto aliados de Lucas, como o deputado federal Gervásio Maia (PSB), cobram definição rápida da chapa. O cenário sugere que a disputa interna pode fragmentar a base, beneficiando a oposição, que planeja unificar nomes até outubro de 2025. Lucas mantém o discurso de unidade, mas sua firmeza em não ceder evidencia a profundidade do racha, enquanto Cícero e Galdino seguem competitivos nas pesquisas e articulações.