Senador da Paraíba defende ex-presidente e promete apoio a impeachment de ministros do STF e anistia para 8 de janeiro
Da Redação
O senador Efraim Filho (União Brasil-PB), pré-candidato ao Governo da Paraíba em 2026, criticou nesta terça (5), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em postagem nas redes sociais, Efraim classificou a medida como “desproporcional” e uma afronta aos “direitos fundamentais e garantias de todo cidadão”.
A decisão de Moraes, publicada na noite de segunda (4), foi motivada por uym suposto descumprimento de medidas cautelares impostas a Bolsonaro, incluindo a proibição de uso de redes sociais, após sua participação em atos pró-Bolsonaro em 3 de agosto, via videochamadas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Efraim, que recentemente recebeu apoio do PL e da ala bolsonarista para sua pré-candidatura, afirmou que “os excessos da Corte e os abusos de autoridade não podem prevalecer”. Respondendo a um seguidor no X, ele declarou que votará a favor do impeachment de Moraes e de outros ministros do STF, além de apoiar a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
“Sim. Ambas terão meu voto a favor,” disse, reforçando sua alinhamento com o bolsonarismo, que intensificou críticas ao STF após a decisão. A prisão domiciliar de Bolsonaro, que inclui proibição de visitas (exceto advogados e familiares autorizados), uso de celular e contato com autoridades estrangeiras, foi vista por aliados como uma tentativa de silenciar o ex-presidente antes de seu julgamento por tentativa de golpe, previsto para setembro.
Na Paraíba, a decisão também gerou reações. O ex-ministro Marcelo Queiroga (PL) chamou a medida de “atrocidade jurídica” e afirmou que “o povo responderá nas urnas em 2026”.
A defesa de Bolsonaro, liderada pelos advogados Celso Vilardi, Paulo Bueno, and Daniel Tesser, contestou a decisão, alegando que o ex-presidente não descumpriu as cautelares e que a proibição de aparecer em redes de terceiros é inconstitucional. A tensão reflete o embate entre o STF e o bolsonarismo, agravado pelas sanções de Donald Trump contra o Brasil, que incluem tarifas de 50% e restrições a Moraes, vistas como apoio a Bolsonaro.


