Ex-deputado reafirma compromisso com unidade da oposição, mas admite possibilidade de múltiplas candidaturas na Paraíba
Da Redação
O ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD), presidente estadual do partido na Paraíba, negou qualquer exclusão no campo oposicionista e classificou como “legítima” a pré-candidatura do senador Efraim Filho (União Brasil) ao Governo do Estado para as eleições de 2026.
Pedro reagiu ao apoio do Partido Liberal (PL) a Efraim, anunciado durante evento com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em João Pessoa. “Vejo esse movimento do senador Efraim como natural e legítimo. É bom ver a oposição se movimentando,” afirmou, destacando a importância de uma construção coletiva.
Pedro reafirmou sua própria pré-candidatura ao governo, descartando a possibilidade de ser vice em qualquer chapa, incluindo a de Efraim, que o convidou para compor como vice no dia 21 de julho. “Não existe candidatura a vice. Meu foco é disputar o governo e dar sequência ao debate de 2022,” disse, referindo-se à campanha em que obteve 47,49% dos votos no segundo turno contra João Azevêdo (PSB). Ele admitiu, porém, que a oposição pode lançar mais de uma candidatura no primeiro turno, considerando a estratégia “natural” em um bloco que inclui PSD, MDB, Podemos e União Brasil.
Apesar de defender a unidade, Pedro sinalizou possíveis tensões após a aproximação de Efraim com o bolsonarismo, destacando que não se sente representado nem por Lula (PT) nem por Jair Bolsonaro (PL). “Além do PL, existe MDB, PSD, Podemos. Somos um campo amplo,” afirmou, reforçando a necessidade de diálogo com líderes como Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Romero Rodrigues (Podemos). Efraim, por sua vez, afirmou em 26 de julho que o plano de múltiplas pré-candidaturas foi acordado em janeiro, com definição do nome principal prevista para outubro de 2025, visando o candidato mais competitivo.


